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Laranja de Renan é réu na Justiça Federal
Por:
MACEIÓ - A juíza da 3ª Vara Federal de Alagoas, Cíntia Brunetta, decidiu ontem investigar atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-delegado Regional do Trabalho Idelfonso Antônio Tito Uchoa Lopes, que é primo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e vem sendo acusado de ser usado como "laranja" do senador alagoano, na compra de emissoras de rádio em Alagoas.

Além de Tito Uchoa, passaram a figurar como réus desse mesmo processo sete ex-servidores da Delegacia Regional do Trabalho em Alagoas (DRT-AL) e sete representantes de empresas que participaram de um esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratos e superfaturamento de preços no órgão.

A investigação atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República em Alagoas. A partir dessa decisão, a juíza solicitou à DRT-AL cópias de processos de pagamento, do processo de aditamento do contrato celebrado com a empresa Seta Construtora Ltda, de dois processos de Tomada de Preços, do processo referente ao contrato de manutenção de aparelhos de ar-condicionado celebrado com a empresa Comercial Conclima Ltda., bem como do contrato para aquisição de calculadoras celebrado com a empresa Suprinorte Comércio e Serviço Ltda.

Na decisão em que recebeu a ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a juíza Cíntia Brunnetta afirmou ainda que o fato do Tribunal de Contas da União (TCU) ter aprovado algumas das contas dos agentes públicos não inibe a atuação do Poder Judiciário, já que o TCU é um órgão administrativo.

"Não interessa ao Poder Judiciário, na análise da improbidade alegada, se houve absolvição ou condenação dos agentes pela instância administrativa, mas, apenas, os fatos a eles imputados", afirmou a juíza.

Os crimes
A ação de improbidade administrativa foi proposta pelo MPF em novembro do ano passado e teve como base um procedimento administrativo da própria DRT que revelou diversas anomalias em vários procedimentos licitatórios e contratos celebrados entre os anos de 2000 e 2002, durante a gestão de Tito Uchoa.

Auditorias e fiscalizações realizadas por órgãos de controle interno e externo constataram, além dessas irregularidades, deficiências nas gestões de patrimônio, de pessoal e de suprimento de bens e serviços do órgão e fizeram com que sua exoneração fosse convertida em pena disciplinar de destituição de cargo em comissão.

Segundo a petição inicial do procurador da República Rodrigo Telles de Souza, duas das mais graves anomalias detectadas são relacionadas ao contrato de reforma do prédio da DRT-AL e ao contrato de manutenção de aparelhos de ar-condicionado do órgão.

No primeiro caso, o TCU apontou o beneficiamento indireto da Construtora Uchoa, pertencente a Jubson Uchoa Lopes, irmão de Tito Uchoa. Isso porque a Construtora Ativa, vencedora da licitação, tinha como sócios Nadson Américo Nobre Sampaio e Silva e Ricardo José Remígio Gama, que seriam engenheiros da Construtora Uchoa.

Além disso, a ação de improbidade ressalta que "o metro quadrado da reforma, pelo preço de mercado, era de R$ 304,59, ao passo que o preço contratado foi de R$ 716,43". O TCU também constatou que a Ativa "apresentou apólice de seguro fraudada" da Minas Brasil Seguradora, que admitiu que o papel entregue na licitação não havia sido elaborado por ela.

No caso do contrato de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, a Secretaria Federal de Controle Interno estimou um superfaturamento de R$ 27.490,00. Ficou constatado que seria menos oneroso para a administração comprar equipamentos novos, com prazo de garantia, do que realizar o contrato de manutenção de aparelhos em questão.

Mas também há irregularidades em contratos e licitações para compra de veículos - o valor total dos veículos, segundo preços de mercado da época, era de R$ 67.000,00, enquanto que a contratação ocorreu por R$ 76.980,00 -, assinatura de contratos sem parecer jurídico e várias compras sem pesquisa de mercado, o que fez com que todas as obras (reforma e construção) e todos os serviços (execução de móveis) fossem contratados por valores muito próximos da despesa estimada.







Senador ataca para se defender


BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou ontem a deixar seu posto na Mesa e ocupar a tribuna - foi a segunda vez na semana - para atacar a "Editora Abril" (que publica a revista Veja) que, na sua versão, fez negócios suspeitos ao vender a TVA. Nos últimos dias, Renan vem tentando sair do papel de defensor de si próprio para o de acusador.

No discurso de exatamente 11 minutos, Renan também acenou para uma pacificação com seus colegas de Parlamento. A declaração de armistício foi feita dois dias depois dele ter partido para o confronto com a oposição e ter insinuado que o líder dos Democratas, José Agripino (RN), não suportaria uma investigação sobre "concessões e empréstimos bancários".

Em sua declaração, Renan nem sequer procurou justificar o fato de ter assinado autorização para a concessão de uma rádio do qual seu filho é sócio. Ao falar sobre a venda do controle acionário da TVA, do "Grupo Abril", para a Telefônica, Renan se referiu a "uma tentativa de fraude à lei brasileira, negócio escuso e pantanoso".

Segundo o presidente do Senado, a transação consiste em repassar "ilegalmente" da Abril para a Telefônica 100% do controle da TVA além de transferir 86,7% da Comercial Cabo e 91,5% da TVA Sul. "A transferência desses percentuais para grupos estrangeiros é ilegal, imoral e o método sub-reptício é absolutamente reprovável", afirmou.

Renan informou que enviou ontem à Polícia Federal (PF), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Ministério das Comunicações, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo e parlamento espanhol ofícios sobre a transação comercial na tentativa de que ela seja "abortada".

"Para tentar fraudar a lei, ludibriar o País, a editora que se arvora em guardiã da lei, que vive a enxovalhar pessoas sem provas é a mesma editora que recorre a métodos pouco ortodoxos de formação de um verdadeiro pomar, de um verdadeiro laranjal, tamanha a quantidade de laranjas criados, se tal proposta for adiante", discursou. Segundo Renan, a transação do Grupo Abril é de R$ 922 milhões e "precisa ser impedida em nome do Brasil e do povo brasileiro".

Trégua
Acuado, respondendo a um processo por quebra de decoro no Conselho de Ética - e prestes a ter de responder a mais duas investigações no Senado -, Renan que na terça-feira partiu para o confronto com a oposição - sobretudo Democratas e PSDB, que se juntaram ao PSOL para pedir que o peemedebista fosse alvo de novas investigações -, amenizou o tom e sinalizou com uma trégua.

"Podem contar com a minha absoluta e integral correção de que os senadores verão que minha defesa está integralmente amparada em provas e que não sou dado, nunca fui dado, a arroubos e nem serei algoz de ninguém, de absolutamente de ninguém."

E prosseguiu: "Prefiro ser vítima a autor de injustiças." Renan também informou ter recebido, e já repassado ao Conselho de Ética, declaração da cervejaria Schincariol, na qual a empresa "desmente categoricamente a mentira publicada pela revista Veja" de que ele tenha interferido na transação de compra de uma unidade da companhia no Nordeste.

O presidente do Senado também disse que ainda ontem chegaria à Polícia Federal os primeiros lotes de cheques depositados em sua conta bancária e que comprovam as operações de venda de gado.






Editora classifica acusações de "levianas"


SÃO PAULO - O Grupo Abril classificou ontem como "levianas" as acusações do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), contra a empresa, em relação à compra da TVA pela Telefônica. Em nota divulgada no início da noite, a Abril alega que as afirmações de Renan são "fruto do desespero".

A polêmica entre o grupo de comunicação e ele se intensificou no fim de semana, depois que a revista "Veja" publicou uma reportagem acusando-o de ser dono, por meio de "laranjas", de duas emissoras de rádio em Alagoas. Em resposta, Renan acusou a editora de "tentativa de fraude" na transação de venda da TVA para o grupo espanhol Telefônica.

A nota da companhia rebate as declarações, afirmando que "que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) após nove meses de tramitação e análise".

A editora também afirma que as reportagens sobre o presidente do Congresso foram "rigorosamente apuradas" e que "as confirma, integralmente". Segundo a empresa, "aflições e problemas do senador derivam de suas condutas" e as ações dele foram consideradas "suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo procurador-geral da República (Antonio Fernando de Souza), que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado de outro, para o Supremo Tribunal Federal (STF)".

Íntegra da nota do Grupo Abril
"A Editora Abril informa que as revelações de 'Veja' sobre o senador Renan Calheiros foram rigorosamente apuradas e, portanto, as confirma, integralmente. As aflições e problemas do senador derivam de suas condutas. Estas foram consideradas suficientemente problemáticas pelos seus pares e pelo procurador-geral da República, que as encaminharam para investigação, de um lado, para o Conselho de Ética do Senado Federal e, de outro, para o Supremo Tribunal Federal.

É fruto do desespero do senador a acusação leviana de que ainda haja alguma coisa a verificar na transação entre a TVA e a Telefônica. A Abril reitera que a parceria em questão está rigorosamente dentro da lei e já foi aprovada pelo Conselho Diretor da Anatel após nove meses de tramitação e análise."








Filho de Lula deverá ser intimado a depor


A prevalecer a determinação do procurador da República Rodrigo Ramos Poerson, a Delegacia Fazendária da Polícia Federal (PF) do Rio deverá intimar para prestar depoimento o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz da Silva, e o auditor e consultor de empresas Antônio Marmo Trevisan, para explicarem o contrato firmado entre a Gamecorp - empresa do filho do presidente - e a Telemar.

Foi Poerson quem, a partir de um requerimento aprovado pela Câmara de Belém, por iniciativa do vereador Iran Moraes (PSB), determinou a investigação do contrato firmado entre as duas empresas. Moraes, com base em noticiário de jornal, apresentou aos demais colegas a proposta de requerimento à Procuradoria da República, pedindo investigação, que foi aprovada em plenário.

"Eu juntei documentação que consegui no noticiário da internet sobre o contrato das duas empresas. Achei estranho que uma empresa com capital de menos de R$ 500 mil firmasse um contrato de R$ 4,9 milhões, com a Telemar. Certamente, a Telemar está buscando algum favor no governo do presidente Lula", afirmou por telefone, ontem, o vereador do PSB de Belém.

Na solicitação - ofício 246/2006 -, o procurador da República justifica a apuração dizendo que "desproporcional aporte de recursos financeiros estaria sendo direcionado à empresa Gamecorp, única e exclusivamente, em razão de contar com a participação acionária do filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz da Silva".

Apesar de aprovado em fevereiro de 2006, o documento só foi encaminhado à PF do Rio em 18 de outubro. Somente no dia 29 é que o inquérito 1267/2007 foi instaurado na Delegacia Fazendária. A demora na abertura da averiguação foi decorrência do acúmulo de serviços que a delegacia tinha - procedimentos de 2005 só foram abertos no fim de 2006 - e da pequena equipe disponível, reforçada no fim do ano.

O primeiro passo do delegado encarregado da investigação, Júlio César Rodrigues, foi pedir à Gamecorp, à Telemar e à Junta Comercial papéis relacionados à empresa do filho de Lula e ao contrato em si. Somente depois que estes documentos lhe forem entregues é que ele avaliará se cabe à polícia no Rio fazer a apuração.

O inquérito foi encaminhado esta semana à Justiça para ser distribuído a uma das oito Varas Criminais Federais do estado. É com base no número do inquérito e na vara em que ele tramitar que será definido o procurador da República que o acompanhará. Como se trata de uma livre distribuição, o caso não ficará, necessariamente, a cargo de Poerson.







Pela coragem de enfrentar a hipocrisia
Por: Pedro Porfirio

"Se considerarmos que o aborto é um crime, todos os dias, 780 mulheres teriam que ser presas, sem contar seus médicos e, eventualmente, seus companheiros." (José Gomes Temporão, ministro da Saúde)

Conferir ao ministro José Gomes Temporão a Medalha Pedro Ernesto, a mais alta comenda do Rio de Janeiro, é o mínimo que a Câmara Municipal e a sociedade organizada fazem como demonstração de apoio a sua corajosa gestão à frente do Ministério da Saúde.

Temporão destaca-se pelo enfrentamento desassombrado de temas como o aborto clandestino, os direitos da mulher, a defesa de um debate livre sobre a paternidade responsável, a necessidade de redução do consumo de álcool, a melhoria da assistência farmacêutica aos portadores do HIV e a ampliação da licença maternidade, de 4 para 6 meses, dentre outros. Foi observando essas atitudes que propus à Câmara Municipal a concessão da medalha, que será entregue em sessão solene nesta sexta-feira, às 18h30, no plenário da nossa casa de leis.

O evento terá a participação dos movimentos organizados de mulheres e de todos os que entendem ter chegado a hora de encarar de frente as mazelas da saúde pública brasileira.

Direitos reprodutivos

Um tema que merece destaque é o da garantia dos direitos reprodutivos. Temporão assumiu o compromisso de rever a legislação repressiva do aborto para que o princípio da livre escolha no exercício da sexualidade possa ser plenamente respeitado.

Seguindo esta linha de raciocínio, lançou uma renovada política de planejamento familiar, que inclui laqueaduras e vasectomias. Partindo da premissa de que quanto mais informada e com mais acesso aos métodos anticoncepcionais as pessoas tiverem, menor a oportunidade de uma gravidez indesejada, reduzindo a prática do aborto clandestino.

Estamos diante de uma questão de saúde pública grave, responsável pela morte de milhares de mulheres por ano em nosso País. Elas têm que ser ouvidas. O Congresso e a sociedade têm que enfrentar esta questão sem hipocrisias ou preconceitos medievais.

Portugal demorou dez anos para aprovar um plebiscito que assegurou o direito à interrupção da gravidez até a décima semana de gestação. A Europa inteira, inclusive a Espanha católica, de há muito reconhece esse direito da mulher (e do casal) diante de uma realidade concreta, a impossibilidade de dar o mínimo de condições a alguém que não pediu para vir ao mundo.

Essa é uma questão que depende do grau de maturidade da sociedade. A negação de que este seja um problema de saúde pública é muito frágil. Hoje ninguém, nem mesmo os setores mais conservadores da Igreja católica, pode afirmar isso. Seria uma irresponsabilidade.

A questão da paternidade responsável, objeto de uma lei municipal no Rio de Janeiro de minha autoria, é também um imperativo de segurança nacional. Países como a pequena Cingapura, com menos de 5 milhões de habitantes, têm no controle da natalidade uma das razões para o seu nível de vida de primeiro mundo, embora, ao alcançar sua independência, em 1965, fosse um dos mais pobres do sul da Ásia.

O ministro Temporão tem enfrentado com competência os desafios históricos da área de saúde, procurando criar as condições para que o Poder Público responda com medidas concretas a esta que é uma das áreas mais precárias, em todos os níveis de governo ao longo do tempo.

Mas suas atitudes desassombradas têm provocado reações de quem sempre deu as cartas e tem um enorme poder de decisão. Poder até de fazer e derrubar ministros.

Numa hora como essa, independente de estar alinhado ou não com o governo, temos de nos posicionar com a mesma determinação do ministro da Saúde. Se ele tiver um apoio afirmativo dos segmentos da sociedade mais lúcidos, teremos construída uma fortaleza capaz de dar uma resposta séria a um velho desafio. Resposta, aliás, que já vem com atraso.

Um ato coerente de Lupi

A atitude do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em relação ao caso da Varig, foi uma rara demonstração de independência e lucidez. Embora como ministro venha tentando uma solução negociada para o problema, que configura um desrespeito total ao mais elementar direito trabalhista - a demissão com a correspondente indenização -, Lupi, na condição de presidente nacional do PDT, não pestanejou. Assinou uma ação judicial contra artigos de uma lei, bancada pelo governo Lula, que só veio para sacrificar ainda mais os trabalhadores.

O PDT ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade, no STF, contra artigos da lei de recuperação judicial (Lei 11.101/2005). O partido alega que o inciso II do artigo 141 cria "uma forma nova de extinção do emprego, sem garantir qualquer indenização ao empregado ou impor qualquer responsabilidade ao adquirente". O dispositivo estabelece que na alienação judicial "conjunta ou separada" de ativos o adquirente fica isento de quaisquer obrigações do devedor "derivadas da legislação do trabalho".

O partido afirma que esse dispositivo conflita com as garantias trabalhistas previstas no artigo 7º da Constituição, em especial a de garantia de emprego, irredutibilidade de salários, participação nos lucros e qualquer outro direito trabalhista. De acordo com a ação, a norma fere também o artigo 170, quando trata da ordem econômica "fundada na valorização do trabalho humano".

Na ação, o partido sustenta que a recuperação judicial da Varig, que serviu como um teste da aplicação da Lei 11.101/05 na prática, teve o "nefasto efeito do perecimento de quase 10 mil empregos diretos e dezenas de milhares de outros indiretos".

O partido propõe, também, que seja analisado o inciso I do artigo 83, que limita a 150 salários mínimos por credor os créditos que venham a ser reconhecidos como sendo de natureza trabalhista ou decorrentes de acidentes de trabalho, em processos falimentares ou de recuperação judicial de empresas. Segundo o partido, esse dispositivo conflita com o inciso XXXVI do artigo 5º da CF ("a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada").

coluna@pedroporfirio.com
Fonte: Tribuna da Imprensa







Tribuna da Bahia e equipe


A concorrência...


Seguro de que atendeu a todos os requisitos técnicos e legais da concorrência, inovando inclusive em alguns aspectos de forma a tornar o processo mais seguro e criterioso, o governo do Estado já teria identificado quem está por trás da campanha contra a licitação para a escolha das agências que farão a propaganda da administração nos próximos quatro anos.


...a campanha...


Associado a um suposto parceiro de “lutas e guerras”, o provável incentivador da iniciativa, segundo fontes governistas, teria tido, sim, interesses contrariados na concorrência. E, transtornado, perdera as estribeiras, esquecendo que, ao mirar nas agências vencedoras da primeira etapa do certame, acaba acertando principalmente no governo, maior vítima das suspeitas desde a abertura das propostas.


...a estratégia e...


A entrada do deputado estadual Heraldo Rocha, líder do DEM na Assembléia Legislativa, no rol dos que reforçam as suspeitas sobre a licitação da publicidade governamental teria sido a primeira grande pista dada aos governistas sobre quem pode estar por trás da “campanha de difamação” sobre o procedimento licitatório e as agências de publicidade vencedoras.


...a vingança


Por enquanto, dizem deputados da base governista na Assembléia Legislativa, não há muito o que fazer com relação ao “propagador da discórdia”. Mas a abertura do prazo para a apresentação de recursos contra a licitação será um bom momento para se ver “a fisionomia de quem, por ora, esconde a própria frustração atrás da cortina de fumaça de que houve irregularidades n o processo”, acentua um parlamentar governista.


Preocupação


Insatisfeitos com o tratamento dispensado por secretários de Estado a eles, os deputados governistas tremem na base ao ouvir rumores na Assembléia de que o governo pode ampliar sua base na Casa, incorporando deputados do PR e PP. “Se com a maioria na Casa, o tratamento que a gente recebe é este, imagine quando o número de deputados da base dobrar”, diz um governista, manifestando preocupação.


Cobrança


Mesmo com a informação de que o governo federal vai destinar R$ 11,9 milhões para recapear cerca de 3, 004 mil metros de pista do Aeroporto Internacional de Salvador e que nenhum centavo, até o momento, está disponível para o Aeroporto Jorge Amado-Ilhéus a deputada Virgínia Hagge (PMDB) não desanima. Ela ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa esta semana para cobrar um novo aeroporto naquela cidade, pois o existente está sendo considerado como um dos três mais inseguros do Brasil. “Não queremos uma nova tragédia”, alerta a deputada.


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O senador César Borges (Democratas-BA) disse ontem que as sucessivas denúncias contra Renan Calheiros estão desgastando o Senado e defendeu seu afastamento da presidência, até que o caso seja julgado. Ele também defendeu que o Conselho de Ética acelere a apuração do caso, para que o plenário do Senado possa se pronunciar o mais rapidamente sobre a condenação ou absolvição do senador alagoano.


Secretaria


O deputado Yulo Oiticica (PT) apresentou indicação ao governador do Estado, Jaques Wagner, sugerindo a Secretaria Estadual da Juventude, com a finalidade específica de analisar, criar e efetivar políticas para a juventude. Segundo o parlamentar petista, “a vitória eleitoral do nosso governo se deu a partir do anseio por transformação da sociedade, em especial da esperança da juventude baiana".


Quem fala


Nos meios políticos, especialmente oposicionistas, as loas vão para a assessoria de marketing do Sindicato dos Policias Civis do Estado (Sindpoc), que conseguiu ontem, com a apresentação de uma denúncia baseada em recortes de jornais contra o atual secretário de Segurança Pública, Paulo Bezerra, praticamente apagar os vestígios do sucesso da operação do governo para prender o traficante Pitty, morto num confronto com policiais em Candeias, na segunda-feira.

CURTAS
* Quem manda - A propósito da campanha contra o secretário Paulo Bezerra, deputado oposicionista dizia ontem na Assembléia, com fina ironia, que pretendia entregar pessoalmente o troféu “I Best” de marketing ao policial e ex-candidato a deputado e a vereador Crispiniano Daltro, de quem Carlos Alberto Nascimento, presidente do Sindpoc, é considerado o alter ego perfeito. Para ele, “o cara” é bom de “estratégia”, embora não tenha ainda logrado êxito na tentativa de chegar à Assembléia ou à Câmara em todos estes anos.

* PMDB diz... - Em nota encaminhada ontem aos jornais, a bancada municipal do PMDB nega que esteja pleiteando a liderança do prefeito João Henrique (PMDB) na Câmara, afirmando que os vereadores Batista Neves, Silvoney Salles e Sandoval Guimarães nem pensam naquilo, como vem sendo noticiado pela imprensa.

. * ...que não quer - De acordo com a nota, o que existe é o entendimento de que, no atual momento político, seria interessante que o líder governista surgisse de um outro partido da base aliada que não o PMDB. “A nossa bancada, contudo, está disposta a colaborar no que for possível para o sucesso da nova liderança”, afirma Batista Neves, que hoje lidera a bancada peemedebista na Câmara.

* Assédio - Com uma agenda cada vez mais concorrida na Bahia, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) teve que se desdobrar ontem para atender 37 prefeitos e agregados, oito deputados da bancada estadual do PMDB, o vice-governador Edmundo Pereira e o secretário estadual de Infra-Estrutura, Batista Neves, além de mais de 100 vereadores, ex-prefeitos e lideranças municipais.

* Trânsito - Projeto de lei do deputado federal Marcelo Guimarães Filho (PMDB) obriga os motoristas a desobstruir imediatamente as vias públicas em caso de colisão sem vítimas e delega às autoridades aplicação de pena de remoção desses veículos caso esta não seja realizada pelo condutor. Marcelo, que faz parte da Frente Parlamentar pela Paz no Trânsito, discursou na Câmara alertando a sociedade sobre a violência no trânsito que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) causa prejuízos de R$ 2,2 bilhões ao país por ano.

* Prefeiturável - Comendo pelas beiradas, quem anda movimentando a classe política é o vereador Alfredo Mangueira, que deve se desfiliar do Democratas até o final deste mês. Mangueira está disposto a disputar a prefeitura de Salvador num rol de partidos descontentes com as atuais legendas que vão concorrer à sucessão municipal de 2008.

* Vaias - Em nota enviada a esta coluna, o vereador Silvoney Sales (PMDB) atribuiu ao PCdoB e ao PT as vaias por ele recebidas na abertura da IX Conferência Municipal de Saúde. Silvoney defendeu a tese de que não adianta a realização de conferências para discutir implementações nas políticas de saúde caso a dotação orçamentária do setor, tanto do Estado quanto de Salvador não atendam as reais necessidades da população.
Fonte: Tribuna da Bahia




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