No aniversário de 26 anos, PT reconta a história, afirma que mensalão não existe e que não há um sistema de corrupção no governo; “Há focos”, diz Berzoini; o único culpado: Delúbio * 13 de fevereiro é o “Dia Nacional da Impunidade”, decretam tucanos, que lembram os 2 anos do caso Waldomiro e a festa que reúne Lula e os petistas numa confraternização eleitoral* Em encontro do PT em Brasília, prefeita mostra como usar o recadastramento do Bolsa Família para conquistar votos * Com intervenções do BC, dólar tenta se aprumar, mas volta a cair, agora ao menor nível desde abril de 2001: R$ 2,153 * Com medo de perder o trabalho feito desde 2004, Brasil quer levar caso do Haiti para o Conselho de Segurança da ONU
PT, 26 ANOS — O presidente do PT, Ricardo Berzoini, deu uma longa entrevista ao programa Roda Viva nesta segunda-feira em que a sigla comemora, com jantar dançante em Brasília e a presença do presidente Lula, 26 anos de fundação. Berzoini recontou a história do mensalão — que não foi comprovado, de acordo com ele — e da própria crise na qual a sigla afundou. Para ele, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, foi o principal responsável pela crise no governo. Para além da lambança de Delúbio, quase nada existiu. “Não há um sistema de corrupção no governo federal. Há focos, que devem ser tratados com responsabilidade”, disse. “Por isso, apesar de ser amigo pessoal do Delúbio, eu defendi a saída dele. Ele foi irresponsável com as contas do partido.” Veja notas em Política. PSDB REAGE — No dia em que o PT comemorou 26 anos, com festa em Brasília estrelada pelo presidente Lula, o PSDB distribuiu nota no qual propôs que a data, 13 de fevereiro, passe a ser o “Dia Nacional da Impunidade”. A nota lembra que foi no dia 13 de fevereiro de 2004 que a revista Época divulgou o primeiro dos grandes escândalos da era Lula, o caso Waldomiro Diniz. “Todos os implicados na rapinagem de dinheiro público, no valerioduto, no mensalão, nessa colossal corrupção sistêmica descoberta no governo Lula e no PT continuam na mais completa impunidade”, diz o documento. Veja notas em Política. BOLSA FAMÍLIA — Reportagem da Folha Online narra como a prefeita de Teófilo Ottoni, Maria José Haueisen Freire, descreveu a outros prefeitos e governadores do PT como usar o processo de recadastramento do programa Bolsa Família para conquistar votos para o partido. A “aula” foi dada numa reunião com a direção do PT, em Brasília, e na qual foram debatidas estratégias para angariar apoio eleitoral entre a população de mais baixa renda, um público junto ao qual o desempenho do presidente Lula é melhor que no restante do eleitorado. O presidente da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP), estava presente. A prefeita disse que cada beneficiário do programa Bolsa Família e do programa Luz Para Todos recebe uma carta da prefeitura, dizendo que as iniciativas são de responsabilidade do presidente. Os destinatários são definidos por meio do recadastramento, que teria por objetivo retirar do programa pessoas que não têm direito ao benefício. De acordo com a prefeita, junto com o cartão do programa que permite os saques, a família recebe a carta. O mesmo seria feito com o cadastro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Veja notas em Política. DÓLAR — O Banco Central interveio duas vezes no mercado cambial nesta segunda-feira, comprando dólar, mas não conseguiu impedir que a cotação da moeda caísse ainda mais e ficasse próxima do piso psicológico de R$ 2. No período da manhã, o leilão do BC até foi eficiente, mas à tarde houve forte recuo, com a entrada de dinheiro no país por causa do diferencial de juros, que remunera o capital especulativo no Brasil como em nenhum outro país do mundo. O dólar fechou na menor cotação desde abril de 2001, a R$ 2,153. Apesar do problema cambial, a balança comercial trouxe nesta segunda mais um resultado favorável. Veja notas em Economia. HAITI — O chanceler Celso Amorim sugeriu nesta segunda à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúna para debater a situação do Haiti. Amorim também falou com o embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Sardenberg, para que articule a reunião. A tensão na ilha caribenha, onde o Brasil comanda as forças de paz internacionais, vem crescendo desde que o resultado parcial das eleições para a Presidência passou a apontar para a necessidade de segundo turno. Os partidários de René Préval, o favorito na disputa, se recusam a aceitar que a vitória possa não vir já no primeiro turno. O Brasil teme perder o trabalho que vem realizando no país desde junho de 2004 para garantir eleições legítimas. Veja notas em Internacional.
Nas manchetes, a alta dos preços do gás boliviano e do álccol
06h52 — Veja os destaques dos principais jornais:
. O Globo : “Efeito Morales deixa o gás mais caro para brasileiros” . O Estado de S.Paulo: “Dólar é o mais baixo desde 2001” . Folha de S.Paulo: “Álcool sobe, apesar de acordo com usineiros” . Valor: “Megabancas viram empresas e sonham poder abrir capital” . Correio Braziliense: “Arrastão varre Câmara e STF contra nepotismo” Partidários de Serra e Alckmin polarizam disputa na Câmara
06h48 — Na Folha, por Cátia Seabra: "A disputa entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito José Serra pela preferência do PSDB para a candidatura à Presidência acabou contaminando o processo de eleição do novo líder do partido na Câmara. Pregando a renovação na bancada, defensores da candidatura de Alckmin à Presidência aderiram à campanha de João Almeida (BA) contra a de Jutahy Magalhães (BA), apontado como um dos principais articuladores de Serra. A eleição está programada para as 10h de amanhã. Como Jutahy foi líder por três anos —inclusive em 2003 — o argumento é o da necessidade de rodízio entre os deputados. Mas os aliados de Alckmin reconhecem que os laços com Serra pesam contra ele. 'O fato de ele ser um coordenador de campanha de Serra não ajuda', disse Silvio Torres (SP), ex-presidente do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), subordinado ao governo estadual. Evocando a 'democratização interna' e também simpática à candidatura de Alckmin, a deputada Yeda Crusius (RS) admite que a associação de Jutahy a Serra pesa. 'E os líderes são importantes nas decisões partidárias.' O comando do partido já manifesta preocupação de que o resultado da disputa seja debitado na conta de um dos postulantes à Presidência. Mas a queda-de-braço é tanta que o deputado Júlio Semeghini (SP) deverá antecipar o retorno de sua viagem em missão especial a Espanha para chegar a tempo da votação. Ele é um dos eleitores de Almeida. Além da promessa de alternância, João Almeida — que, antes de se lançar, esteve duas vezes com Alckmin e uma com Serra — acena com juras de neutralidade. 'Minha posição é de equilíbrio.' " Polêmica sobre lei que reduz pena para políticos permanece
06h27 — De Lilian Christofolletti, na Folha: "A redução de pena para políticos acusados de má gestão pública ou de desvio de dinheiro — a ser determinada graças a um entendimento hoje majoritário no Supremo Tribunal Federal (STF) — abriu uma crise entre profissionais da Justiça. Para juízes e promotores, a blindagem de políticos é um retrocesso no combate à corrupção. Advogados e alguns ministros do STF dizem que a proteção maior a agentes políticos está prevista na Constituição. A discussão tramita no STF desde 2002. Dos 11 ministros da Corte, 6 entenderam que o presidente da República, ministros de Estado, governadores, secretários estaduais, ministros do STF e o procurador-geral da República não estão sujeitos à Lei de Improbidade (má gestão pública) mas sim à Lei de Crimes de Responsabilidade, cujas penas são mais brandas. Prefeitos, deputados e senadores, que também gozam de uma legislação específica, deverão pedir a extensão do benefício. A substituição de uma lei por outra implicará na extinção de cerca de 10 mil ações já em curso — segundo números do Ministério Público. Políticos que haviam sido acionados judicialmente para que devolvessem recursos públicos ficarão livres de uma ação. Só na cidade de São Paulo, a Promotoria da Cidadania pede a devolução de R$ 36,39 bilhões a políticos e ex-políticos investigados por má gestão pública. Até agora, apenas o ministro aposentado Carlos Velloso se manifestou de forma contrária. Ainda faltam quatro votos. A manutenção das atuais penas só será possível se alguém revir o voto. Entre os possíveis favorecidos estão o deputado cassado José Dirceu (PT) e o ex-assessor dele Waldomiro Diniz, acusados de tráfico de influência em benefício do prefeito Zeca Dirceu, e o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), a quem a Promotoria pede a devolução de R$ 5 bilhões aos cofres públicos." Lei do Grampo: Governo retira do texto punição a jornalistas
06h18 — Na Folha, por Lilian Christofolletti: "O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou ontem que está em fase conclusiva o projeto pelo qual o governo federal pretende conter a publicação nos meios de comunicação de conversas telefônicas grampeadas. O ponto mais polêmico da proposta original, apresentada por uma comissão de advogados em 2003, foi retirado. Estava prevista a punição a jornalistas que divulgassem o conteúdo de grampos, mesmo os autorizados judicialmente. As penas eram de um a três anos de prisão e multa. Por causa da repercussão negativa causada pela divulgação da proposta, vista como uma medida cerceadora da liberdade de imprensa e expressão, o Ministério da Justiça e a Casa Civil retiraram as penas. O projeto, que seria enviado ao Congresso em fevereiro, deverá chegar à Casa em março. 'O projeto está no processo final', afirmou ontem Bastos, após palestra para estudantes de direito na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo. Questionado sobre um retorno à censura, o ministro da Justiça disse 'de jeito nenhum'. 'A censura é um mal terrível, é proibida constitucionalmente', afirmou. Para Bastos, os jornalistas devem ser responsabilizados de maneira eficaz por supostos abusos que cometerem, porém, de modo 'civilizado', ou seja, após a divulgação da reportagem. No caso das escutas telefônicas, a divulgação só será permitida se o conteúdo não estiver sujeito a sigilo -no entanto, quase sempre a investigação é secreta." Governo planeja operação para desarmar milícias no Pará
05h26 — Por Vannildo Mendes, n'O Estado: "O governo federal desencadeará, até março, uma megaoperação na Terra do Meio, no Pará, para desarmar milícias de jagunços formadas por madeireiros e grileiros e conter a nova onda de hostilidades na região. A informação foi dada ao Estado pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Cláudio Barreto, que foi a Anapu participar da celebração, anteontem, do primeiro aniversário de morte da religiosa Dorothy Stang, assassinada a tiros. Segundo Barreto, o clima de tensão é generalizado e requer a presença ostensiva de forças federais. Há pelo menos 48 pessoas juradas de morte sob proteção policial. A primeira operação foi desencadeada logo após a morte da freira, com a participação das Forças Armadas, mas a presença federal se desmobilizou e a situação voltou a ficar tensa. Os sindicatos de madeireiros e fazendeiros, com apoio da União Democrática Ruralista (UDR) e da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), ameaçam resistir à bala às medidas contra o desmatamento e a grilagem." Obras da operação tapa-buracos já precisam de conserto
05h02 — N'O Estado, por Leonardo Goy: "O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes criticou ontem a execução de algumas obras da operação tapa-buraco, feita pelo governo nas estradas federais. Em vistoria realizada na semana passada em alguns trechos da BR-070, em Mato Grosso, o ministro - responsável pelo setor de rodovias no tribunal - constatou que em alguns locais a pista recém-recapeada já precisava de novos reparos. 'Apenas 15 dias depois de colocado, esse asfalto já estava se soltando', destacou Nardes. Ele criticou, particularmente, o modo como a operação foi conduzida. 'Não houve um planejamento. As obras deveriam ter começado antes do período de chuvas. Mas foi tudo feito a toque de caixa.' A ponderação coincide com alertas de especialistas e críticas da oposição. Desde que a operação foi lançada, em janeiro, a qualidade dos trabalhos é questionada e o governo vem sendo acusado de fazer uma 'maquiagem' nas rodovias. Nardes reiterou que já foram constatados outros problemas nas obras, como a falta de fiscalização. Ele afirmou que em alguns canteiros que visitou não havia fiscais do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT)." Maluf ocupa horário político da TV e irrita diretório do PP
04h44 — Por Ricardo Brandt, n'O Estado: "O ex-prefeito Paulo Maluf reapareceu este fim de semana no cenário político, com inserções veiculadas no horário de televisão e rádio destinado ao PP nacional. Com discurso de candidato, ele enalteceu suas obras em São Paulo e atacou a política de segurança no País - numa crítica velada ao PT e ao PSDB. A aparição inesperada de Maluf mostrou que ele não está morto politicamente, mas acabou deflagrando uma crise no PP. (....) Deputados paulistas do partido acusaram Maluf de atropelar a direção estadual e prejudicar a imagem da legenda. É que a propaganda feita por Maluf só foi ao ar graças a um acordo fechado entre ele e o presidente nacional do PP, o deputado federal Pedro Corrêa (PE), que não enviou nenhum comunicado ao Diretório Estadual do partido. (...) Paulo Maluf passou 41 dias naprisão federal, está com os bens bloqueados por ordem judicial e não pode sair do País, mas nada disso o impede de fazer propaganda política ou de se candidatar em 2006. A Lei de Improbidade Administrativa prevê que o investigado só fica impedido de fazer política se contra ele houver uma sentença com trânsito em julgado (definitiva)." Indiferentes à crise, novos filiados engordam fileiras do PT
04h37 — N'O Estado, por Ana Paula Scinocca: "A crise do mensalão abalou o governo, derrubou dirigentes do PT e até afetou a popularidade do presidente Lula nas pesquisas por um tempo. Mas em meio ao bombardeio de denúncias, o número de militantes aumentou cerca de 3%, segundo levantamento feito pelo partido. O Núcleo Nacional de Carteiras, que registra novos militantes e é ligado à Secretaria de Organização, indica que a sigla iniciou 2006 com 24.165 filiados a mais do que no início do ano passado - 29.583 entraram no PT e 5.418 se desligaram. Em janeiro de 2005 o partido tinha 840.108 filiados. Em julho, um mês depois de o deputado Roberto Jefferson (PTB), hoje cassado, denunciar compra de votos de aliados, já estava com 857.815. Chegou a 864.273 no mês passado. 'No pior momento do PT houve uma resposta firme das pessoas que simpatizavam com o partido', diz o secretário de Organização, Romênio Pereira. 'A gente descobriu o PT meio como massa de bolo. Quanto mais bate, mais cresce.' " Governo busca consenso sobre prazo para implantar cotas
04h10 — Por Erika Klingl, no Correio Braziliense: "A briga promete ser grande, mas o Ministério da Educação (MEC) espera amanhã obter consenso quanto à reserva de vagas nas universidade federais. Para isso, estuda mudar o prazo de implementação das cotas nas 55 instituições de ensino superior do governo federal. A idéia é construir uma solução negociada com movimentos sociais e reitores. A alteração deve valer para o projeto de lei aprovado na última semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e também para o texto da reforma universitária. O martelo será batido em uma reunião no MEC com integrantes dos dois grupos. O principal impasse, garante o secretário-executivo do MEC, Jairo Jorge, não está relacionado ao mérito das cotas. Mas é saber qual o prazo adequado para a implantação do sistema. 'O debate é válido. O que não pode é a importância das cotas se diluir', disse. A primeira opção, definida no projeto de lei aprovado na última semana em caráter terminativo na CCJ, é quatro anos. A segunda, fruto de acordo entre MEC e reitores e prevista na reforma universitária, prevê 10 anos." Se disputar, imagem de Serra nada sofre, diz a maioria
03h53 — Ainda na pesquisa divulgada no Correio Braziliense: "Os pesquisadores perguntaram também se a eventual saída de José Serra da prefeitura afetaria negativamente a imagem do prefeito. Durante a campanha de 2004, Serra afirmou que, se eleito, ficaria no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2008. Acreditam que sua imagem não seria afetada negativamente 59,4% dos ouvidos. Outros 25% disseram que haveria danos à imagem de Serra. Se quiser ser candidato à Presidência, o prefeito terá que renunciar ao cargo no começo de abril, quase dois anos e nove meses antes do término." Pesquisa CNT-Sensus: Lula tem 47,6%, e Serra, 37,6%
03h42 — No Correio Braziliense, por Alon Feuerwerker: "A rodada de fevereiro da pesquisa CNT-Sensus traz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 10 pontos percentuais à frente do prefeito José Serra (PSDB) na simulação de um eventual segundo turno entre ambos, se a eleição presidencial prevista para outubro ocorresse agora. No levantamento anterior, em novembro, Serra estava 3,9 pontos à frente de Lula. Ou seja, nesse período o presidente ganhou quase 14 pontos na disputa direta contra o prefeito. Lula passou de 37,6% a 47,6%, uma subida de 10 pontos. Serra foi de 41,5% a 37,6%, uma oscilação negativa de 3,9 pontos. Não se pode falar tecnicamente em queda de Serra, pois a margem de erro da pesquisa é 3 pontos. A soma dos indecisos e dos que votariam em branco ou nulo está em 14,9%, contra 21% da pesquisa anterior. Ou seja, Lula avançou principalmente no eleitorado que estava indefinido no final do ano passado. O avanço de Lula na corrida contra Serra é também reflexo da melhor avaliação do desempenho pessoal do presidente em relação a novembro. Agora, 53,3% aprovam, contra 38,0% que desaprovam. Em novembro, 46,7% aprovavam e 44,2% desaprovavam. O contingente dos que não souberam ou não quiseram responder a essa pergunta oscilou negativamente de 9,1% para 8,7%." PT se mostra dividido sobre alianças para reeleger Lula
02h36 — No Valor: "Em discurso durante o jantar de comemoração dos 26 anos do PT ontem, em Brasília, o presidente do partido, Ricardo Berzoini, disse que 'o PT sofreu no último ano, o maior cerco político de sua história'. (...) À tarde, Berzoini reuniu-se com aproximadamente 40 petistas, entre eles o governador do Acre e o prefeito do Recife. Discutiram alianças, estratégias e o que o partido tem que fazer para garantir a vitória em outubro. (...) Vários dirigentes já trabalham, também, para evitar que o partido divulgue, em março, uma resolução interna que possa inviabilizar uma ampla política de alianças no projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (...) O debate sobre as alianças passa a ser preponderante, especialmente após a recuperação de Lula nas pesquisas de intenção de votos. 'É uma leitura apressada e completo equívoco do partido associar a crise de 2005 com as alianças que fizemos. A crise política não foi do PT. Foi a crise do sistema político, do sistema de financiamento partidário desse país', analisou o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. (...) 'Precisamos de todos os partidos da base, e não apenas para ganhar a eleição. É para governar. É impensável a idéia de um governo puro-sangue', sentenciou. (...) O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, defende a mesma tese que Pimentel. 'Não se governa um país como o Brasil sem alianças. O fundamental é construir um governo de coalizão dividindo responsabilidades. Não acredito que seremos maioria sozinhos, num leque estreito de apoios', alertou. O senador continua defendendo uma união estratégia com o PMDB. Não descarta, ainda, a renovação do apoio do PTB, PL e PP, apesar de destacar que ainda é muito cedo para traçar o cenário concreto de aliados." Congresso promulga hoje emenda sobre verticalização
02h07 — No Valor: "O Congresso Nacional promulga hoje, às 14h30, as emendas constitucionais que tratam do fim da regra da verticalização, sobre coligações eleitorais, e da redução do recesso parlamentar de 90 para 55 dias, bem a como alteração nas normas para convocação extraordinária, que extinguem o pagamento a mais dos parlamentares. As emendas são parte dos resultados mais visíveis do período de convocação extraordinária, que acaba hoje. (...) O fim da regra da verticalização obriga os partidos a manterem nos Estados as coligações eleitorais acertadas em nível federal. A matéria dividiu as principais legendas da Câmara, mas o assunto ainda não foi finalizado em definitivo: o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda deve se pronunciar sobre a regra eleitoral, em atendimento a um mandado ingressado pelo parlamentar Miro Teixeira (PDT-RJ)." Serra continua a adiar decisão de assumir candidatura
01h58 — No Valor, por César Felício e Cristiane Agostine: "O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou dos Estados Unidos ontem disposto a permanecer adiando a definição sobre o lançamento ou não da sua candidatura presidencial por pelo menos mais três semanas. Pressionado pela cúpula tucana a colocar-se claramente no jogo, Serra insiste na estratégia de só renunciar à prefeitura se for um nome consensual, o que implicaria na retirada da pré-candidatura do governador paulista, Geraldo Alckmin. 'Serra não vai assumir uma pré-candidatura nunca. Ou será chamado por todo o partido para ser o candidato, ou não vai deixar a prefeitura. Jamais haverá um cenário em que ele disputará a preferência com Alckmin', opinou o líder da bancada tucana na Câmara, Alberto Goldman (SP), ligado ao prefeito. (...) Os integrantes da cúpula tentam articular uma conversa direta de Serra com Alckmin esta semana, quando todos os dirigentes do PSDB irão se encontrar em São Paulo para participar de um seminário promovido pelo partido e por industriais sobre economia. No front serrista, nem todos concordam com a estratégia de Serra de jogar a decisão para frente. 'A direção do partido está convencida de que Serra é o candidato mais forte, mas só vão se movimentar a convencer Geraldo Alckmin a desistir se tiverem certeza de que Serra é candidato. A disputa é um risco que exige coragem, e o Serra sempre foi corajoso', argumenta uma liderança tucana próxima ao prefeito, com quem conversou ontem." Tribunais ignoram prazo para exonerar parentes de juízes
01h24 — Por Carolina Brígido, Isabela Martin e Letícia Lins, n'O Globo: "O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Benito Figueiredo, comunicou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Nelson Jobim, que não vai exonerar os parentes de juízes que estejam ocupando cargos de confiança. Termina hoje o prazo para os tribunais cumprirem a determinação do CNJ que proibiu o nepotismo no Judiciário de todo o país. (...) Foram tantos os recursos que a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) recorreu ao STF pedindo que a resolução seja declarada constitucional. Essa questão será julgada pelo STF na quinta-feira. Se o resultado for a confirmação da legalidade da norma do CNJ, os tribunais serão obrigados a cumprir a ordem de demissão. (...) O Tribunal de Justiça do Maranhão também se recusa a executar as demissões e já comunicou formalmente essa decisão ao CNJ. O conselho vai responder, em sessão marcada para hoje, a punição para os tribunais que descumprirem a norma. (...) O Tribunal de Justiça do Ceará exonerou ontem parte dos parentes de magistrados que ocupavam cargos comissionados. Foram 78 demissões, cerca da metade dos casos de nepotismo detectados por levantamento concluído semana passada. Hoje serão feitas mais exonerações. (...) Em Pernambuco, 80 servidores que têm graus de parentesco com os magistrados já ganharam liminares a favor dos seus empregos." No Correio Braziliense: "A campanha para acabar com a nomeação de parentes em cargos da administração pública fez dois movimentos simultâneos. Confiante na votação do Supremo Tribunal Federal, que na próxima quinta-feira decreta ou não o fim do nepotismo no Judiciário, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) anunciou que prepara nova ação para ampliar a restrição aos outros poderes da República. No Congresso, uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu pressa aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na aprovação de emenda constitucional com a medida moralizadora. O lobby das duas entidades reforça a resolução do Conselho Nacional de Justiça, que há quatro meses determinou a demissão de parentes de magistrados e foi ignorado na maior parte dos estados." Lobista diz que quer depor e aceita acareação com Dimas
01h16 — N'O Globo, por Jailton de Carvalho, Adriana Vasconcelos e Alan Gripp: "O lobista Nilton Monteiro está disposto a fazer novas revelações sobre o engenheiro Dimas Toledo e o suposto caixa dois criado a partir de Furnas para financiar políticos do PSDB e PFL, entre outros partidos. Ele disse que quer ser chamado para depor na CPI dos Correios e aceita até mesmo se submeter a uma acareação com Toledo. Foi Monteiro que entregou à Polícia Federal cópia autenticada da lista de políticos da oposição que teriam recebido doações desse esquema. Monteiro promete falar sobre tráfico de influência, fraude em licitações e transações suspeitas com corretoras e outras irregularidades envolvendo Dimas Toledo, que foi diretor de Planejamento em Furnas." Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006 Festa 2: Lula, no ‘limite da lei”, diz que vai inaugurar obras
23h08 — Em seu pronunciamento na festa de aniversário do PT, na noite desta segunda, em Brasília, o presidente Lula reiterou que não vai definir sua candidatura à reeleição agora. “Algumas pessoas vivem forçando para que eu diga se sou candidato. Não vou deixar o governo para entrar em campanha porque os adversários querem. Vou governar no limite da lei. Vou inaugurar obras. Não adianta se incomodar. Vou fazer o que estou fazendo”, afirmou o presidente. Depois do discurso, Lula abandonou a festa. E o jantar começou a ser servido, ao som de Geraldo Vandré. Aldo obtém quórum para sessão e vota medidas provisórias
22h58 — Na véspera do encerramento do período de autoconvocação extraordinária do Congresso, a Câmara finalmente conseguiu quórum numa segunda-feira para uma sessão deliberativa. A estratégia do presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), de descontar o ponto de quem não comparecesse ao trabalho funcionou. Com isso, foi aprovada a medida provisória que aumenta gratificações das seguintes carreiras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): previdenciária, seguro social, perícia médica e supervisor médico-pericial. Também foi aprovada a MP que autoriza o repasse de R$ 900 milhões da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios a fim de incentivar as exportações. Nesta terça, porém, ainda há medidas provisórias trancando a pauta. Só depois de votá-la será possível submeter ao plenário os destaques ao projeto que reduz o custo das campanhas eleitorais, como quer Aldo. Festa 1: Lula diz que o PT deve pedir desculpas à sociedade pelos erros cometidos, mas não pode execrar os que erraram
22h50 — Em seu discurso na festa de 26 anos do PT, realizada em Brasília na noite desta segunda-feira, o presidente Lula diz que a comemoração era a prova de que ninguém, não importa o que aconteça, consegue baixar a cabeça do partido. Lula também falou sobre as denúncias que pesam contra a legenda e seus integrantes, afirmando que os petistas devem desculpas à sociedade. De acordo com ele, porém, nenhum membro do partido deve “execrar” os companheiros que erraram, porque, segundo o presidente, “errar é humano”. Para o presidente, é preciso até agradecer aos que deixaram a legenda (em decorrência das denúncias) pelo que fizeram pelo PT em anos passados. Para Wagner, pesquisa mostra que Lula “é forte candidato”
21h52 — Ao chegar à festa de comemoração dos 26 anos de idade do PT, o ministro de Relações Institucionais, Jaques Wagner, comentou as informações de que a pesquisa CNT/Sensus deve apresentar o presidente Lula com dez pontos percentuais à frente do prefeito de São Paulo, José Serra, pré-candidato tucano mais bem colocado nos levantamentos. “Isso mostra que o presidente tem musculatura e é um forte candidato. A pesquisa confirma a tendência que vinha desde o Ibope”, disse o ministro. Segundo ele, o momento é tão positivo que até as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo quem a “ética do PT é roubar”, favoreceram Lula na pesquisa. “A entrevista do Fernando Henrique acabou ajudando”, disse ele. Wagner acredita que a demora das CPIs em apresentar resultados tangíveis pela população também seria um fator favorável a Lula. “Ao povo interessa a investigação e a punição dos culpados. Quando se prorroga, acaba se perdendo o tom. Acaba cansando esse tipo de noticiário e acaba mostrando que não é uma investigação sincera, mas um processo de desgaste”, disse. Virgílio: FHC criticou, e petistas correram feito baratas
21h52 — “O que FH disse virou cavalo-de-batalha, mas, na verdade, foi um Deus-nos-acuda: os petistas culpados correm como baratas tontas saindo do ralo.” A avaliação é do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), ao avaliar os efeitos das declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre os petistas. Para o senador, “ao lembrar que a ética do PT é roubar, FH não disse nada além do que já se sabia”. Segundo ele, “foram horas e horas de TV Senado Brasil adentro, mostrando ao povo brasileiro quem são os senhores que tomaram de assalto o dinheiro público”. Mesmo assim, de acordo com o tucano, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, insiste em processar o ex-presidente, o que Virgílio considera uma decisão atabalhoada do petista, semelhante àquela que tomou quando era ministro da Previdência e determinou o comparecimento de idosos acima dos 90 anos aos postos do INSS para que se recadastrassem. Na época, os nonagenários tiveram de filas imensas para provar que estavam vivos, e o então ministro teve de recuar. Lula ultrapassa Serra em pesquisa, informa Globo Online
21h21 — A pesquisa CNT/Sensus, que será divulgada nesta terça-feira, mostrará que o presidente Lula venceria o prefeito José Serra, numa eventual disputa de segundo turno pelas eleições presidenciais, com uma vantagem de 10 pontos percentuais. A informação é do Globo Online. Na última pesquisa realizada pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), em novembro do ano passado, Serra estava à frente do petista. A simulação indicava que o tucano tinha 41,5% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 37,6%. Os indecisos, brancos e nulos somavam 21%. No levantamento divulgado em setembro, Serra tinha 37,5% das intenções de voto, ante 37,9% de Lula. Para Alckmin, há “burocracia demais e governo de menos”
20h41 — O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, disse nesta segunda que, se eleito, vai desburocratizar o governo federal e cortar os custos da máquina administrativa. “Pretendo reduzir o número de ministérios. Tem ministério demais, burocracia demais e governo de menos. Gastamos muito na máquina do governo e aí sobra pouco dinheiro para a atividade-fim”, afirmou o governador ao visitar uma escola da rede estadual. Indagado sobre os resultados da reunião que havia tido mais cedo com o líder do PFL na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), no que diz respeito a uma aproximação maior entre tucanos e pefelistas, Alckmin se limitou a dizer que a “tendência é de que o PSDB e o PFL estejam juntos, não só na campanha, mas no projeto” para o país. Também elogiou seu interlocutor, afirmando que Rodrigo Maia é “uma nova liderança, madura”. Dilma nega que obras concluídas neste ano sejam eleitoreiras
20h40 — A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou nesta segunda-feira que as obras que o governo vem realizando e concluindo neste ano sejam eleitoreiras. “Ao contrário do que pode parecer, um quarto ano de governo é sem dúvida nenhuma um ano em que só se colhe o que se plantou, porque não dá tempo de num ano você plantar e você colher”, afirmou a ministra, depois de solenidade no Palácio do Planalto. Para Dilma, as críticas da oposição têm o objetivo de “desqualificar as atividades feitas” pela administração Lula. “Obviamente, o que nós vamos submeter à população não tem nada de eleitoreiro, é um programa de governo. Se ele tiver resultados eleitorais, é outro problema”, argumentou. “Acho que é subestimar a população tentar pintar tudo de eleitoreiro como forma de desqualificação. Eu espero a reeleição do meu projeto, do projeto do governo do presidente Lula”, completou a ministra. Dois tiros atingem carro da comitiva de Serra na Zona Leste
20h31 — Um carro da comitiva do prefeito de São Paulo, José Serra, foi atingido por dois tiros nesta segunda-feira. A comitiva se dirigia à Zona Leste da cidade, onde o prefeito, que havia se deslocado até o local de helicóptero, vistoriava as obras de um túnel. O Santana branco, no qual estavam um motorista, dois guardas civis e dois funcionários da administração municipal, foi atingido no capô e no pára-choque pelas balas que saíram de outro veículo. Os dados do carro foram anotados pelas vítimas e passados à Polícia Militar. A suspeita é de que esse segundo automóvel estivesse sendo usado por um grupo que praticou um assalto na região. Governador do Acre sugere que PT precisa “descer do salto”
20h20 — O governador do Acre, Jorge Viana, afirmou nesta segunda-feira que o PT precisa “descer do salto” e começar a conversar com todos os partidos da base de sustentação do governo para um possível acordo eleitoral. Segundo reportagem da Folha Online, a proposta de Viana foi apresentada durante reunião fechada do PT, que acontece em Brasília. Para o governador, uma aliança forte em torno da candidatura à reeleição do presidente Lula é fundamental para as campanhas estaduais. No entender de Viana, se Lula perder as eleições, o efeito será forte nas campanhas aos governos estaduais. “Se a gente não ganhar [as eleições presidenciais], não escapa ninguém”, disse Viana. O governador também criticou o PT paulista, que em seu entender, está preocupado apenas com a disputa pelo governo estadual. “Para os companheiros de São Paulo, parece agora que ganhar o Brasil não é importante”, disse Viana durante a reunião, onde estava presente o presidente do PT, Ricardo Berzoini. As negociações para a formação de alianças devem se estender até meados de abril, quando o PT se reunirá para analisar o cenário político-eleitoral. As alianças, de acordo com Viana, são importantes desde já para que o governo não tenha que se “ajoelhar” depois das eleições para conseguir os apoios necessários para garantir a governabilidade. “A vida ensina”, disse o governador, numa referência aos problemas gerados na montagem da base de sustentação do governo Lula. Viana também defendeu durante o encontro que os integrantes do partido suspendam as pressões para que Lula assuma imediatamente sua candidatura. “O que nós ganhamos ao transformar o presidente em candidato? Se houver vantagens, ele assume a candidatura agora. Mas na hora em que transformarmos o presidente em candidato, teremos só um candidato e não um presidente”, declarou. Berzoini: petistas precisam dar o máximo de si na campanha
20h10 — O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, disse nesta segunda, na reunião com prefeitos e governadores do partido de que participou nesta tarde, que os petistas precisam estar preparados para reagir aos ataques da oposição durante a campanha eleitoral. Para ele, a disputa será dura, mas o PT pode sair dela vencedor se contar com o empenho de todos os seus membros e militantes. “É muito importante que tenhamos participação de todos os filiados do PT, especialmente aqueles que têm responsabilidade política executiva. As pessoas que têm responsabilidade política precisam dar o máximo de si para mobilização em torno da disputa que se faz no Brasil e que todos estão assistindo. Será acirrada e exige muita mobilização”, afirmou. Segundo Berzoini, o partido tem de reconhecer seus erros, mas precisa mostrar que é maior que eles e rebater as críticas com números de suas administrações, especialmente do governo federal. O prefeito de Santo André, João Avamileno, concordou. “Fizemos muito mais coisas positivas do que cometemos erros”, disse o prefeito de Santo André, João Avamileno. Folha Online: em reunião do PT, prefeita mostra como usar o recadastramento do Bolsa Família para conquistar votos
19h52 — Reportagem do Folha Online narra como a prefeita de Teófilo Ottoni, Maria José Haueisen Freire, descreveu a outros prefeitos e governadores do PT como usar o processo de recadastramento do programa Bolsa Família para conquistar votos para o partido. A “aula” foi dada numa reunião com a direção do PT e na qual foram debatidas estratégias para angariar apoio eleitoral entre a população de mais baixa renda, um público junto ao qual o desempenho do presidente Lula é melhor que no restante do eleitorado. O presidente da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP), estava presente. A prefeita disse que cada beneficiário do programa Bolsa Família e do programa Luz Para Todos recebe uma carta da prefeitura, dizendo que as iniciativas são de responsabilidade do presidente. Os destinatários são definidos por meio do recadastramento, que teria por objetivo retirar do programa pessoas que não têm direito ao benefício. São as prefeituras que fazem esse processo. De acordo com a prefeita, junto com o cartão do programa que permite os saques, a família recebe a carta. O mesmo seria feito com o cadastro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Estamos recebendo muita adesão das pessoas mais pobres, porque elas estão vendo que o Lula faz alguma coisa por elas”, afirmou a prefeita. Lista de Furnas: Serraglio diz que Bastos não precisa depor
19h37 — Apesar da movimentação do PSDB e do PFL, o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse nesta segunda-feira que não vê necessidade de ouvir o depoimento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre as investigações da lista de Furnas. “Não vejo necessidade em chamarmos o ministro Thomaz Bastos à CPI. Temos é que solicitar uma cópia do laudo da Polícia Federal sobre a lista de Furnas”, disse Serraglio. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT_SP), também diz considerar desnecessária a convocação do ministro, antes da conclusão do inquérito da PF sobre a autenticidade da lista. “Não acho que o ministro da Justiça possa resolver e dar um veredicto final sobre uma investigação que ainda está em curso”, disse o senador. Serraglio disse ainda que não acredita que o depoimento do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, trará novidades sobre o caso. “Tenho a impressão de que ele [Dimas] vai repetir tudo o que falou na Polícia Federal, ou seja, negar a autoria da lista”, disse o relator. Integrantes da CPI articulam para que o lobista Nilton Monteiro seja ouvido pela Comissão. Serraglio garantiu que se houver um entendimento sobre a necessidade de ouvir o lobista, não serão criadas dificuldades para ouvi-lo. Monteiro alega que tem provas sobre a autenticidade da lista de Furnas. Corregedor da Câmara quer que PF investigue lista de Furnas
19h18 — O corregedor da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), pretende acionar a Polícia Federal para investigar a inclusão do seu nome entre os parlamentares beneficiados pela lista de Furnas, que o apontam como um dos beneficiários do suposto esquema de financiamento de campanhas que teria sido financiado pela estatal. Em nota divulgada por sua assessoria, Nogueira disse que vai exigir que a PF “chegue aos autores desta lista, que é um crime contra as pessoas de bem”. O deputado do PP também informa que já encaminhou oficio ao Ministério Público Federal a fim de que este apure a responsabilidade das denúncias. “Esta é a segunda vez que fazem isso comigo. Na primeira vez, a gente toma um susto com a agressão. Mas esta é uma forma de me intimidar e tirar o foco das investigações”, justificou, referindo-se ao fato de seu nome também ter aparecido, em julho do ano passado, entre os que foram beneficiados por recursos do valerioduto. Ele teria recebido dinheiro em troca de voto favorável aos projetos de interesse do Palácio do Planalto. Câmara deve votar dois processos de cassação por semana
19h06 — O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), afirmou nesta segunda-feira que o plenário da Câmara deve votar dois processos de cassação de deputados por semana. Se isso ocorrer, Izar estima que até o fim de março todos os processos pendentes terão sido votados pela Casa. As sessões devem acontecer às terças e quartas-feiras. A Mesa da Câmara, entretanto, ainda não decidiu qual será o próximo processo a ser votado no plenário. Estão na fila os de Roberto Brant (PFL-MG), Professor Luizinho (PT-SP) e Wanderval Santos (PL-SP). Serra 2: contrato firmado por Marta foi ‘hipersuperfaturado’
18h58 — Ao visitar obras na Zona Leste nesta segunda, o prefeito de São Paulo, José Serra, não só criticou as administrações petistas pela incúria, segundo ele, demonstrada com o dinheiro público (leia nota das 17h59), como também acusou a administração de sua antecessora Marta Suplicy (PT) de ter superfaturado os contratos da prefeitura. Serra disse que os gastos foram “gritantes”, “até escandalosos”. “Não canso de repetir que a administração anterior vai ter que passar a vida explicando por que pagava tão caro pelo recapeamento de ruas, pelo leite, pelo oxigênio dos hospitais e pela construção de escolas”, afirmou. O serviço 156, de atendimento ao público da prefeitura, de acordo com o prefeito, foi “hipersuperfaturado”. Tucano diz que Bastos transforma a PF em “polícia política”
18h40 — O senador tucano Antero Paes de Barros (MT) acusou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de estar transformando a Polícia Federal em “polícia política”. “Ele [Bastos] está transformando a PF em polícia política, polícia de Estado. Felizmente não está, ainda, uma Gestapo”, disse o senador nesta segunda-feira. A Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, investiga há dois anos a cobrança de propina feita pelo ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, Waldomiro Diniz. As investigações ainda não foram concluídas. Além disso, a PF também está investigando a lista de Furnas, documento com o nome de 156 políticos, de 12 partidos, que teriam recebido recursos de caixa 2 da estatal elétrica. Até o momento, as investigações nem sequer apontaram a autenticidade da lista. Parlamentares do PSDB e do PFL querem que Bastos compareça ao Congresso para que dê detalhes sobre a investigação do documento. O ministro tem insistido que não pode “atropelar” as investigações da PF. Viana: Palocci não deixará cargo para comandar campanha
18h13 — O governador do Acre, Jorge Viana (PT), descartou a possibilidade de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deixar o cargo para ocupar-se da campanha de reeleição do presidente Lula. “O Brasil não pode prescindir da presença dele no Ministério da Fazenda e no governo”, afirmou Viana nesta segunda, ao deixar uma reunião no Sindicato dos Bancários de Brasília. “Coordenador de campanha, a gente pode encontrar. Ministro da Fazenda, não”, avaliou o governador petista. Segundo ele, o PT não quer uma “figura do todo-poderoso” no comando da campanha, e sim um grupo, “que vai dividir” o trabalho. Serra 1: prefeito critica gastos das administrações petistas
17h59 — O prefeito de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, criticou nesta segunda-feira, ao visitar obras na Zona Leste, os gastos da administração petista de sua antecessora, Marta Suplicy. “A prefeitura na gestão anterior foi desastrosa. Toda a cidade sabe disso e a prova está na redução de preços que conseguimos por todos os lados”, afirmou o tucano, para quem, na esfera federal, a incúria com o dinheiro público deve ser a mesma. “Não tenho o mesmo grau de conhecimento, mas [o governo federal] também não é uma gestão muito eficiente e preocupada com custos”, avaliou. Segundo ele, a prefeitura paulistana está construindo um túnel na Radial Leste que vai custar muito menos do que os inaugurados pela gestão petista na região mais nobre da cidade. “Este túnel que estamos construindo custou oito vezes menos do que os túneis construídos nos Jardins”, disse Serra. “Estamos gastando aqui pouco mais de R$ 30 milhões. Os túneis dos Jardins, inúteis como são, custaram cerca de R$ 240 milhões, oito vezes mais. Isso mostra a diferença de prioridades e de atitude em relação ao dinheiro público", acrescentou. “Conseguimos superar a crise”, avalia presidente do PT
17h35 — Na entrevista que concedeu ao programa Roda Viva, que a TV Cultura leva ao ar nesta segunda às 22h30, o presidente do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), avalia que a crise que colheu o partido já terminou. “Conseguimos superar essa crise, não sem arranhões e feridas”, disse ele. Até hoje a comissão de sindicância criada para avaliar se encaminha ou não à Comissão de Ética os parlamentares petistas envolvidos com o mensalão ainda não concluiu seus trabalhos. Até agora, só o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi punido com a desfiliação. Ele continua, porém, sendo defendido por advogados pagos pelo partido. Berzoini admitiu que o PT terá dificuldade em arrecadar recursos para a eleição deste ano e terá de fazer campanhas mais baratas. O presidente do PT insistiu na tese de que tudo se resumiu à prática de caixa dois para financiar campanhas, um erro a que o partido teria sido levado pela cultura política brasileira, que não aceita que doadores de campanha prestem serviços ao poder público. “Temos muita dificuldade em entender como a democracia se financia”, disse ele. O deputado também reconheceu que o PT terá de enfrentar um debate ético na campanha deste ano, mas disse que, para reagir, o partido fará comparações com outras legendas e lembrando as denúncias contra o governo de Fernando Henrique Cardoso. “Há um debate na ética. Queremos debater e também comparar”, disse. Para Izar, convocação ajudou, mas poderia ter sido melhor
17h10 — O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), avaliou como positivo o resultado da convocação extraordinária do Congresso, que termina nesta terça. Segundo ele, a convocação foi necessária para o andamento dos processos dos acusados de envolvimento com o mensalão. Mas Izar ressaltou que o fato de não ter havido sessões em plenário entre 16 de dezembro e 16 de janeiro, o que, na prática, acabou significando férias durante a convocação, atrasou os processos. “A convocação ajudou, mas poderia ter sido melhor”, afirmou. “Não foi ampla, e, como dependemos de prazo no plenário, atrasou um pouco o andamento dos processos”, avaliou. As sessões plenárias servem para contar prazo, mesmo quando não há votações previstas. Por causa disso, o próprio Conselho suspendeu seus trabalhos depois do Natal até a segunda semana de janeiro. No cômputo geral, porém, Izar considera que a convocação foi positiva, pois cinco processos foram concluídos. Além disso, mais um, o do deputado João Magno (PT-MG), será votado quinta-feira desta semana. Berzoini diz que PT tem de estar preparado para a derrota
16h53 — O Partido dos Trabalhadores nunca acreditou que poderia vencer as eleições presidenciais de outubro “por inércia”, por isso a legenda precisa estar preparada para uma possível derrota. A análise foi feita nesta segunda-feira pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini. “Eleições, alguns vencem e outros perdem. O PT tem que estar preparado”, respondeu o petista, durante a gravação do programa Roda Viva, ao ser questionado sobre se o PT estaria preparado para perder a corrida presidencial em 2006. No entender de Berzoini, o PT precisa trabalhar para consolidar novas lideranças nacionais, visando às eleições presidenciais futuras. Para o petista, não há dúvida de que a visibilidade das lideranças do partido é bem menor do que a do presidente Lula, único nome lançado pelo PT em todas as eleições presidenciais nos últimos anos. Mas o fato não diminui, no entender de Berzoini, a força do PT. “O fato de nós termos essa consciência e essa seriedade não quer dizer que o PT não seja um partido competitivo”, ponderou. Para o PSDB, 13 de fevereiro é o Dia Nacional da Impunidade
16h46 — Em nota divulgada nesta segunda, o PSDB sugere que o dia 13 de fevereiro seja transformado no “dia nacional da impunidade”. De acordo com o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), que assina o documento, na data em que o PT comemora 26 anos de existência, o partido pode festejar também o fato de que, apesar das várias denúncias de corrupção, nenhum petista foi punido até agora — e todos sobre os quais pesam suspeitas estão calados. “Todos os implicados na rapinagem de dinheiro público, no valerioduto, no mensalão, nessa colossal corrupção sistêmica descoberta no Governo Lula e no PT, continuam na mais completa impunidade”, afirma. Virgílio lembra que, em 13 de fevereiro de 2004, a revista Época trouxe à luz o caso Waldomiro Diniz. “Lá estavam as fotos da corrupção explícita”, avalia. Segundo ele, já “era dinheiro clandestino do jogo para a campanha eleitoral de candidatos petistas”, mas nem o Ministério Público nem a Polícia Federal tomaram providências contra o PT e seus dirigentes, nem então nem depois, quando a direção da legenda confessou ter praticado caixa dois. Além disso, de acordo com o tucano, somente agora o publicitário Duda Mendonça, que admitiu ter recebido o pagamento pelos serviços prestados aos petistas em uma conta fora do país, foi indiciado. No mesmo dia, no entanto, “se anuncia que sua agência fará a campanha publicitária da Petrobras pela auto-suficiência em petróleo”, o que para o líder do PSDB configura uma forma de premiar o indiciado. “Em troca do silêncio?”, indaga o senador. Para Berzoini, PT não pode “fingir que nada aconteceu”
16h18 — O presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou nesta segunda-feira que o partido não pode fingir que os escândalos que varreram o partido e o governo no ano passado não existiram. Mas citou a “história de luta” do partido para defender que a legenda não pode ser incriminada pelo ocorrido. As afirmações foram dadas durante a gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, que irá ao ar nesta segunda, a partir das 22h30. Apesar de ver méritos na política de alianças feita em 2002, Berzoini reconheceu que uma participação mais efetiva do PMDB na campanha de reeleição do presidente Lula este ano não deve acontecer. “Com o PMDB temos alianças boas em Estados, mas, do ponto de vista programático, uma aliança mais ampla não daria certo”, disse. Asilo a “padre das Farc” provoca protesto contra o Brasil
16h15 — A Fundação Colômbia Ferida, uma ONG de defesa dos direitos humanos, fez nesta segunda uma manifestação em frente à Embaixada do Brasil em Bogotá para protestar contra a possibilidade de o governo brasileiro conceder asilo a Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Oliverio Medina, um representante do grupo narco-guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Segundo informou a agência espanhola EFE, cerca de 50 parentes de policiais e soldados mortos, feridos ou seqüestrados pelas Farc participaram do protesto. Rodrigo Obregón, líder da Colômbia Ferida, pediu que o governo brasileiro extradite o guerrilheiro. O “padre Medida” está detido no Brasil desde agosto passado por determinação do Supremo Tribunal Federal em resposta ao pedido de extradição apresentado pelo governo da Colômbia, onde ele é acusado de rebelião e terrorismo. Segundo Obregón, Medina é responsável pelas mortes de 79 soldados e policiais colombianos. Durante as negociações frustradas entre as Farc e a administração do ex-presidente Andrés Pastrana (1998-2002), ele foi “chefe de imprensa” da narco-guerrilha na área sob seu comando, conhecida como “zona desmilitarizada”. Segundo a revista Veja, o padre Medina, uma espécie de embaixador das Farc, ofereceu contribuições a candidatos do PT. “Não há sistema de corrupção no governo”, diz Berzoini
15h50 — O presidente do PT, Ricardo Berzoini, negou a existência de um esquema sistematizado de corrupção dentro do governo Lula. “Não há um sistema de corrupção no governo federal. Há focos, que devem ser tratados com responsabilidade”, afirmou o deputado durante a gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura. Berzoini insistiu que apesar do escândalo do mensalão, o PT não vai abrir mão da bandeira da ética nas eleições de outubro. “Os problemas que ocorreram foram identificados. Em relação ao mensalão, a denúncia colocada por Jefferson não foi comprovada”, disse Berzoini, citando o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que desencadeou a crise que abateu o governo no ano passado. Para o presidente do PT, os parlamentares que estão sendo julgados pelo Congresso pelo uso de dinheiro proveniente de caixa 2 não podem ser “demonizados”, uma vez que estes deputados não tiveram uma conduta corrupta. Berzoini disse ainda que o PT conseguiu superar a crise iniciada em 2005, mas reconheceu que a legenda ficou ferida. “Qualquer partido que tivesse sofrido o que o PT sofreu o ano passado teria sucumbido. A força de nossos militantes não deixou que isso acontecesse”, disse. O programa irá ao ar nesta segunda-feira, a partir das 22h30, na TV Cultura. PMDB não indicará vice para o PT ou PSDB, diz Renan
15h32 — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta segunda-feira que o partido não pretende abrir mão da candidatura própria para indicar um vice para as chapas do PT ou do PSDB. “Falam no PMDB indicar um vice. Isso não existe nem em relação ao PT nem ao PSDB. O PMDB administra cenário único de candidatura própria. Fora disso é só especulação”, afirmou Calheiros. O PMDB faz no próximo dia 19 de março uma prévia para a escolha do candidato às eleições presidenciais de outubro. O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho disputam a indicação do partido. Se deixar prefeitura, Serra vai ter de se explicar, diz Berzoini
15h22 — Ao participar do programa Roda Viva, gravado na manhã desta segunda e que vai ao ar a partir das 22h30, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que o prefeito de São Paulo, José Serra, se deixar o cargo para concorrer à Presidência da República, vai ter de dar explicações à população da cidade. Depois da gravação, falando a jornalistas que acompanharam o programa nos estúdios da TV Cultura, Berzoini acrescentou que Serra, se realmente se lançar candidato, terá de enfrentar cobranças por não ter cumprido a promessa de permanecer na prefeitura até o fim do mandato. “Evidentemente, isso será um fato político, e não será sequer o PT que vai cobrar, mas a própria opinião pública vai cobrar, porque a palavra é algo muito valorizado hoje — não só hoje, mas de maneira geral — em relação aos políticos. Portanto, qualquer tipo de incoerência pode ser cobrado”, disse ele. Alckmin defende investigação de vice de Aécio e ataca Lula
14h58 — O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu a investigação das denúncias contra Clésio Andrade (PL), vice do governador de Minas, Aécio Neves. Ele também aproveitou a presença de jornalistas na visita a uma escola estadual para atacar o governo Lula, qualificado de “antiético e anti-republicano” por ter privilegiado Estados governados pelo PT na distribuição de recursos federais. Questionado por jornalistas sobre as informações de que o Instituto de Desenvolvimento e Assistência Técnica em Qualidade de Transportes (Idaq), presidido por Clésio, sacou R$ 7,4 milhões entre 2003 e 2004 das contas do empresário Marcos Valério na agência do Banco Rural de um shopping de Brasília, Alckmin respondeu que não tem detalhes sobre o caso, mas disse que “a investigação deve ser para todos”. O PL, ao qual pertence Clésio, é um dos partido que se aliou ao governo Lula em troca de benefícios do esquema montado pelo PT. E a maior parte do dinheiro do valerioduto trafegou pela mesma agência do Rural usada pelo Idaq. Sobre a distribuição de recursos federais, Alckmin disse que o governo Lula é atrasado. “O dinheiro público é dinheiro dos impostos que a população paga. Portanto, o critério de natureza partidária é antiético, antidemocrático e anti-republicano”, disse ele, referindo-se ao fato de, em 2005, o governo ter repassado R$ 84 milhões para São Paulo, enquanto o Acre, administrado pelo petista Jorge Viana, ter recebido R$ 110 milhões. Troca de lideranças partidárias deve agitar a Câmara
14h38 — A partir desta quarta-feira, com o início da sessão legislativa de 2006, abre-se a temporada de troca de líderes de bancadas na Câmara. O primeiro partido como novo líder será o PP. A definição está prevista para terça-feira, quando o partido escolherá o nome do substituto de José Janene, que responde a processo no Conselho de Ética por participação no esquema do mensalão e que está afastado do Congresso desde setembro do ano passado, alegando problemas de saúde. PMDB, PSDB, PL, PPS, PSB e PDT também devem trocar seus líderes. A disputa para a vaga de líder do PP é travada pelos deputados Mário Negromonte (BA) e Ricardo Barros (PR), com os deputados Celso Russomano (SP) e padre José Linhares (CE), correndo por fora. Os tucanos também devem chancelar a troca esta semana. A expectativa é que o deputado Juthay Magalhães (BA) retorne ao comando da bancada, substituindo o paulista Alberto Goldman. Quatro nomes disputam o cargo de líder no PMDB: Wilson Santiago (PB), Geddel Vieira Lima (BA), Eunício Oliveira (CE) e José Prianti (PA). No PPS, o mais cotado é Fernando Coruja (SC). No PDT, o atual líder Severino Alves (BA) disputa a reeleição com o ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira (RJ). Apesar de também seguir a tendência de troca anual de líderes, o PT pode manter Henrique Fontana (RS) no cargo, já que o deputado assumiu a liderança no fim de 2005. O PSB deve definir seu novo líder na quinta-feira. A disputa está entre Beto Albuquerque (RS), Paulo Baltazar (RJ) e César Silvestre (MG). No PL a definição deve ficar para a próxima semana. Estão no páreo os deputados Miguel de Souza (RO), Lincoln Portela (MG) e Luciano Castilho (RR). Alckmin toma café com Rodrigo Maia e corteja prefeito do Rio
14h33 — O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tomou café da manhã nesta segunda com o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), numa tentativa de aproximação com o grupo do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, um dos pefelistas que já declararam apoio explícito ao prefeito de São Paulo, José Serra, na disputa interna do PSDB pela candidatura à Presidência. Rodrigo Maia informou que os dois conversaram sobre o cenário político e concordaram que existe um bom espaço para uma candidatura de oposição ao Palácio do Planalto. Segundo o pefelista, a melhora de imagem do presidente Lula seria fruto de um efeito sazonal. De acordo com o líder pefelista, nos últimos dez anos, a avaliação dos governos tem sido sempre mais positiva no primeiro trimestre. “Isso se deve ao aquecimento da economia, especialmente, do comércio, no fim de cada ano”, disse ele. “Além disso, o presidente Lula tem praticamente feito campanha eleitoral nos últimos meses, anunciando aumento do salário mínimo e inaugurando obras, por exemplo”, acrescentou. Ainda segundo o deputado, Alckmin não lhe pediu apoio para sua candidatura e reafirmou que manterá seu nome à disposição do partido. Ambos concordaram que é hora de tomar uma decisão sobre quem será o candidato. “Não dá para esperar para lançar o nome do candidato no último minuto. Não me parece o timing adequado, e o governador também acha que esse processo deve ser mais rápido”, disse Maia. Aldo avalia que convocação extraordinária foi produtiva
14h15 — Mesmo não tendo sido incapaz de garantir as sessões na maioria das segundas e em nenhuma das sextas-feiras nos últimos 45 dias, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), avalia que o atual período de convocação extraordinária foi dos mais produtivos da história da Casa. Com isso, foram proteladas várias matérias e prejudicado o andamento no Conselho de Ética dos processos contra acusados de envolvimento no mensalão. Mesmo assim, em entrevista à rádio Eldorado nesta segunda, Aldo disse que os temas votados são de alta importância, mencionando como um dos exemplos justamente o projeto que reduz o recesso parlamentar. Ele também mencionou a proposta que limita o uso de medidas provisórias, já aprovada no Senado e agora sob análise da Câmara. FHC ofendeu “pessoas honestas” ao atacar PT, diz Berzoini
14h06 — Pouco antes de gravar o programa Roda Viva, que a TV Cultura leva ao ar nesta segunda às 22h30, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, reafirmou que o partido vai entrar na Justiça contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por ele ter afirmado que “a ética do PT é roubar”. Segundo Berzoini, ao fazer essa declaração, FHC “está ofendendo pessoas honestas”, ou seja, a militância do partido que não teria participado dos erros cometidos por “diversos membros” da legenda. “Não são pessoas que devam ser demonizadas do ponto de vista político”, disse Berzoini, durante a gravação do programa. O ex-presidente já afirmou que, se for processado de injúria e difamação, vai apelar para a “exceção da verdade”, mecanismo pelo qual o acusado apresentar provas do que disse, livrando-se assim da acusação. Berzoini fez um programa gravado, em vez de ao vivo como normalmente é o Roda Viva, porque vai participar de um jantar nesta noite em comemoração aos 26 anos do PT. Antes da gravação, ele disse que o PT, à diferença do que defende a esquerda partidária, não vai cobrar uma definição mais rápida do presidente Lula quanto à candidatura à reeleição. “Ele deve dizer somente quando entender que está na hora de se dirigir ao país como candidato e não só como presidente”, afirmou. Berzoini disse ainda que o PT poderá abrir mão de cabeças de chapa nos Estados para criar uma política de alianças capaz de fortalecer a candidatura de Lula. “A prioridade é reeleger o presidente Lula”, disse. Bastos: morte de Dorothy foi apurada em tempo recorde
13h36 — O ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) elogiou, nesta segunda-feira, as investigações sobre o assassinato da missionária Dorothy Stang. Até o momento, cinco pessoas foram presas. “Essa tragédia foi apurada em tempo recorde. Nunca houve no Brasil um caso em que um homicídio como esse fosse desvendado em menos de um ano e os criminosos fossem a júri”, declarou Bastos. O ministro disse que a Polícia Federal continuará apurando o caso, que já pode ser considerado um “êxito”. O crime completou um ano neste domingo. Em Anapu, entidades e movimentos sociais denunciam que os conflitos entre trabalhadores rurais, grileiros e fazendeiros na região não diminuíram, apesar da repercussão do caso Dorothy e da ação da PF. Advogado diz que Duda está “indignado” com indiciamento
13h03 — O advogado de Duda Mendonça, Thales Castelo Branco, disse que o publicitário está “indignado” com a decisão da Polícia Federal (PF) de indiciá-lo sob acusação de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A sócia de Duda, Zilmar Silveira, também foi indiciada. À PF, o publicitário admitiu a abertura de uma conta no exterior, a Düsseldorf, para receber R$ 10,5 milhões do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão. Duda só pagou imposto sobre esse valor depois de denunciado na CPI dos Correios. O publicitário disse que o dinheiro se referia a pagamento do PT por serviços prestados durante a campanha de 2002. “Foi um ato unilateral da autoridade policial e sem sentido. Não há evasão de dinheiro, pois foi Marcos Valério quem fez o deposito lá fora, bem como não houve lavagem de dinheiro”, disse Castelo Branco. Duda Mendonça preferiu não se manifestar pessoalmente sobre o indiciamento. Câmara terá sessão deliberativa e cortará ponto de faltosos
12h41 — A Câmara dos Deputados terá sessão deliberativa, nesta segunda-feira, a partir das 18h. Segundo a assessoria da Casa, quem não comparecer terá o ponto cortado. A medida segue decisão do presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que não conseguiu obter quórum para as sessões ordinárias das segundas e sextas-feiras. Na sessão de hoje, Aldo quer votar cinco medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. Depois de votadas as MPs, os deputados devem apreciar destaques ao projeto de lei que reduz gastos em campanhas eleitorais. As faltas só serão computadas e confirmadas pela Mesa da Câmara amanhã depois de checado o painel votação, que dirá quem registrou presença na sessão Mestrinho: Orçamento pode ficar para depois do Carnaval
12h24 — O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), espera que o Orçamento da União esteja pronto para votação até a próxima quinta-feira. Segundo o senador, caso isso não ocorra, a peça será submetida ao plenário do Congresso somente depois do carnaval. “Nós terminamos na quinta-feira da semana passada a votação dos relatórios setoriais. Todos estão encaminhados ao relator geral, que já vinha analisando conforme estavam sendo aprovados”, disse Mestrinho em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional. Ele, porém, afirmou que, como a proposta de Orçamento encaminhada pelo governo estipulava um valor do salário mínimo de R$ 321 e não previa um aumento para R$ 350, foi necessário fazer uma reavaliação dos valores da receita. O senador também acrescentou que a correção da tabela do Imposto de Renda e a retomada da Lei Kandir contribuíram para a demora no preparo do documento. Lula 1: presidente retoma defesa de países pobres na OMC
8h55 — Na edição desta segunda-feira do programa Café com o Presidente, Lula voltou a dizer que a Organização Mundial do Comércio (OMC) “precisa tratar com muito carinho a situação dos países mais pobres”, sobretudo no que diz respeitos aos tratados agrícolas. Lula afirmou que conversou com o primeiro ministro britânico, Tony Blair, sobre o assunto. “Eu não estou falando no Brasil, que é competitivo na área da agricultura, que é competitivo em várias áreas de produtos manufaturados. Eu estou falando de países pobres que têm, como o Benin, por exemplo, apenas o algodão como fonte de geração de riqueza e de exportação”, prosseguiu o presidente. “Nós precisamos garantir que esses países tenham o reconhecimento dos seus produtos nos países ricos e que esses países ricos tirem os subsídios dos seus produtos para comprar produtos dos países pobres”. Lula informou que também conversou com Blair e com os representantes dos países na reunião da Governança Progressista, ocorrida na África do Sul, sobre os combustíveis alternativos do Brasil. “O Brasil é imbatível na produção de álcool. Temos tecnologia e já estamos exportando e poderemos exportar muito mais. Não apenas exportar o produto acabado, mas poderemos fazer parcerias de usinas brasileiras com usinas de países pobres”, disse Lula. “Eu fiz questão de dizer também que o Programa do Biodiesel é um programa para ajudar os países pobres. Por quê? Os países ricos podem escolher um país pobre, podem financiar tecnologia, podem mandar fábrica, mandar biodiesel lá e eles comprarem o biodiesel para utilizar nos seus caminhões, nos seus ônibus, nos seus carros”, sugeriu.
Horário de verão acaba sábado; cidades turísticas gostariam de estender medida até o Carnaval e fazer o dia render mais
19h46 — Apesar de só terminar no sábado, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já têm uma estimativa sobre quanto economizaram de energia nos 127 dias de vigência do horário de verão. Segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer, números preliminares mostram que a economia média chegou a 0,8% do consumo normal. Victer calcula que, no Estado do Rio de Janeiro, a economia média oscilou entre 0,6% e 1%, mas foi de 4% a 5% no horário de pico, que ocorre no início da noite e tem historicamente no mês de fevereiro o período de maior demanda. A economia ficou no nível dos anos anteriores, mas para o secretário poderia ser muito maior se o horário de verão fosse estendido até o fim do Carnaval, como ocorreu em 2005. “É um erro econômico acabar agora. Até porque existem outros ganhos além da economia de energia”, afirmou Victer, referindo-se aos benefícios para os passeios turísticos, o comércio à luz do dia e a segurança pública.
Supermercados vão vender micro popular por R$ 1.300
19h35 — Os supermercados Pão de Açúcar/Extra, as Lojas Americanas e o Shoptime foram autorizados a receber financiamento do BNDES para vender computadores populares. Os micros sem monitor custarão R$ 899 nas Americanas.com; micros com monitor vão custar R$ 1.299 — o fabricante da Americanas e do Shoptime é o grupo Nova. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento de R$ 2,4 milhões para o grupo Pão de Açúcar/Extra, que começa a vender os micros ainda nesta semana. O financiamento da Americanas.com foi de R$ 1,7 milhão; e de R$ 433 mil para o Shoptime. O BNDES também já havia aprovado financiamento de R$ 30 milhões para o Magazine Luiza.
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