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Carta aberta ao presidente Luiz Inacio Lula da Silva436 civis e militares do Guararapes esperam e acreditamPor: Helio Fernandes, transcrito da Tribuna da Imprensa de 08/03/03 |
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Com o respeito que Vossa Excelência merece por ser o presidente da República Federativa do Brasil, vimos dizer-lhe que o Grupo Guararapes inicia suas atividades, no ano de 2003, na esperança de que poderá, nos próximos tempos, ficar tranqüilo quanto ao destino do nosso País. Em 17 de outubro de 1991, antes e muito antes da crise Collor, começamos a luta na tentativa de alertar a Nação sobre o desastre que vislumbrávamos, pois as ações dos governos de então pareciam não ter planejamento estratégico e tudo vinha coberto da demagogia costumeira. O triste é que toda a sociedade sabia que debaixo de uma capa moralista havia a podridão de uma sociedade em decomposição. Quando explodiram os diversos e sucessivos escândalos, o Grupo Guararapes, que defendia e defende a soberania e a unidade nacionais, com ordem e progresso, objetivos esses necessariamente assegurados por Forças Armadas unidas e condizentes com a projeção política e econômica de nosso País, era atacado e chamado de "jurássico" embora visasse a defesa da Pátria. O grupo, constituído de civis e militares da reserva, ciosos de suas responsabilidades de cidadãos brasileiros, foi se afirmando, chegando um dos seus membros a ser convocado para participar da Comissão Especial de Investigação criada pelo então presidente Itamar Franco, o que fez com todo o empenho e seriedade visando combater a já crônica e sempre impune corrupção que desgraça nosso Brasil. O trabalho da Comissão acabou resultando em mais uma grande vergonha nacional. Roubos e assaltos aos cofres públicos são as palavras mais brandas que podemos empregar para os desmandos verificados. Mas entregue, solenemente, o relatório dos trabalhos ao presidente sucessor pelo sucedido, o resultado foi uma grande decepção. O primeiro ato do novo mandatário foi acabar com a Comissão e dar fim aos documentos que comprometiam elevadas figuras e autoridades desta desgraçada República. Durante oito anos fomos mostrando a marcha da carruagem que se dirigia para o abismo. Chegamos aos dias de hoje em situação deplorável. O País falido, as estradas acabadas, e impotente nas mãos do mercado; o povo passando fome, ao que Vossa Excelência, sob o aplauso da Nação, promete pôr fim. O inadmissível de tudo isso é que roubaram a Nação descaradamente e praticamente ninguém foi levado às barras dos tribunais. Os anões do orçamento, os escândalos das teles, os documentos debaixo das pontes, a compra de votos para a reeleição e por aí afora, e nosso povo sendo enganado e espezinhado, pisado, iludido e desprezado. Foram os senhores, vencedores de agora, os que vêm de afirmar que temos 54 milhões de miseráveis. Quando se informa que a renda per capita em 94 era US$ 3,488,00 e em Out/02 US$ 2,677,00, ficando o brasileiro mais pobre US$ 811,00, dá vontade de rir para não chorar, pois os 54 milhões devem ter passado a comer vento. Estamos todos de olho no que virá para todos nós sob o seu mandato. Queremos acreditar que Vossa Excelência não se juntará aos que traíram a Pátria, repetindo-os. Seria até de estarrecer se visse o resultado de um levantamento daqueles ardilosos contraventores, muitos de colarinho branco, que estão nos diversos relatórios das CPIs, e dos casos Sudam, Sudene, DNER, teles, e de outras investigações. E que o governo de Vossa Excelência não seja contaminado pela desgraça da corrupção e nem a admita sob qualquer forma. Não aceitar que funcionário público ou qualquer outra pessoa a serviço do governo possa ficar rico e morar em residências suntuosas, ter casas de campo ou de praia, ter fazenda modelo e viajar para os EUA ou a Europa com freqüência, quando, por vezes, o que ganha não lhe permite viver senão modestamente. O Grupo Guararapes não deseja e nem deve ser indelicado com a mais elevada autoridade do nosso País. Mas se permite lembrar que não foram os enciclopedistas que provocaram a revolução francesa e sim a elite corrupta que não queria perder os seus privilégios; e que o mesmo aconteceu com a revolução russa com a desgraça do comunismo; e que o mesmo aconteceu com a Alemanha que foi levada ao nazismo, outro ismo, que levou aquele grande país ao desastre. Queremos a verdadeira democracia; que os Poderes da República trabalhem para o povo e não para privilegiar uma elite que vê no materialismo do dinheiro o novo "Deus". Que o bom Deus o proteja, e lhe proporcione, sempre, saúde e forças para segurar com mãos firmes e decididas o leme da governabilidade do País, e que daqui para frente possamos saber que temos um governo de vergonha e não farsas e falácias. Que Vossa Exelência, que ascendeu ao poder pelo esforço próprio, com pertinácia e dedicação à sua causa, venha para servir ao povo, inclusive o povo pobre e humilde a que pertenceu, e preste um serviço a este País, que é o nosso, de forma a deixar uma marca histórica de ordem e progresso, e de prosperidade para todos. Que não tema a verdade; ela é a grande e principal arma de Vossa Excelência para atingir os bons propósitos que anuncia. Nós o apoiaremos e aplaudiremos, sempre que o virmos seguindo os bons princípios; mas o criticaremos - é nosso direito - sempre que sair dos caminhos que prometeu ao povo brasileiro. Que o Senhor Deus seja louvado e que Vossa Excelência, por unção dele, venha, ao final do seu governo, ser louvado pelo povo que o elegeu e por todos os demais que muito esperam do seu comando. * * *Concordo inteiramente com os termos desta carta aberta ao presidente Lula. Publicaria mesmo que não estivesse de acordo, desde que redigida nos termos em que qualquer grupo ou cidadão tem que exigir de si mesmo para se dirigir ao presidente da República. E sobre isso a carta é irrepreensível. Quando digo que publicaria mesmo que não estivesse de acordo com o
conteúdo, uma explicação: ela é assinada v-o-l-u-n- Não tenho o direito de me arvorar em censor da opinião dos outros, pretender ser a última instância entre o que pode e o que não pode ser publicado, revelado, divulgado. Seria uma incoerência e perturbadora contradição, se depois de lutar a vida inteira pela Liberdade de Expressão, (que começou há mais de 500 anos quando Guttemberg possibilitou a construção das primeiras máquinas de imprimir, e criou o que se chamou então de Liberdade de Impressão, que só mudou para Liberdade de Expressão com o surgimento do rádio e da televisão) eu me transformasse num policial para estrangular essa mesma Liberdade. E condenar todos ou qualquer um, ao silêncio destruidor. * * *PS - Esta não é a única "carta aberta", logicamente de um grupo, que me chega. Algumas são enviadas diretamente ao Planalto, (com cópia para esta Tribuna) mas como o Poder é invisível, indivisível, e praticamente impossível, não podem saber se foram recebidas. PS 2 - Na medida do possível irei publicando as cartas, todas construtivas, alertadoras, ainda esperançosas, sem se constituírem em cobrança mas na boa e saudável colaboração.
As reformas (constitucionais, claro) são importantes. Mas não tanto quanto apregoam. Tributária, Previdência, Política, vá lá, mas ficará tudo no mesmo. Na verdade, o grande problema, o maior, crucial e inadiável é a relação juro-"dívida". Esse é o sorvedouro de dinheiro. Aí não há "plano A" ou até "plano B", que dê jeito. Vão aumentar impostos, n-o-v-a-m-e-n-t-e e como sempre, desperdiçarão tudo nessa perdulária obsessão de não fazer. Ou não modificar. Ou não renovar. Ou não governar. FHC está às gargalhadas, na Europa e nos EUA. Criticadíssimo por elevar o "superávit primário" a alturas nunca dantes imaginadas, vê os sucessores imitarem sua "política". Imitar não, ultrapassá-la. Incrível. Só por hoje: esse "superávit" jogado na produção, na criação de empregos, no desenvolvimento, eliminaria a inflação, criaria progresso mesmo. Mas com esse ministério, Lula joga fora a popularidade que é dele. Ninguém ouve falar em Beira-Mar, seu exílio é completo. Prisão de segurança máxima não se define apenas na construção. É no isolamento, na ausência total de relacionamento com outros presos, na distância de advogados. No Rio chegava a receber 3 e 4 advogados por dia, familiares, amigos, apaniguados. Em Presidente Bernardes nada disso, entrou em desespero. E não comanda mais nada. O governo do Rio tem que estimular a revolta dos "segundos" dele. Inacreditável mas rigorosamente verdadeiro: o governo autorizou o corte de 14 bilhões no orçamento. (9 bilhões e mais 5). De que adianta se o orçamento é apenas "autorizativo?". O Executivo faz o que quer. É lógico que na sucessão, tudo é sombra. Lula está entrando apenas no terceiro mês de um parto que em vez de 9 meses, só nasce ou morre em 4 anos. É visível o desperdiçar de oportunidades. Vá lá, o presidente continua emocionado, emocionante, emocionando. Mas ninguém faz, como explicar? O tempo pode ser longo ou curto, não interessa. Mas sem fazer, qualquer Poder se dissolve. Joaquim Roriz voltou à intranqüilidade. Ficou satisfeito com o telefonema do Lula, 3 dias, depois o Tribunal Regional denunciava as fraudes da sua eleição. Se não fosse inédito, Roriz não escaparia. Cristovão Buarque, (com mandato de 8 anos no Senado) e Geraldo Magela (sem mandato e sem cargo), não deixarão Roriz dormir. Muito justamente. Dona Marta tem razão: "Governar São Paulo, é difícil, venham experimentar". É difícil governar-governando, ainda mais perigoso governar-se-ausentando. Dona Marta não pára no Brasil, pode não se candidatar em 2004. Não existe vice mais satisfeito e prazeroso do que Claudio Lembo, de São Paulo. É vice que vai assumir mesmo. O efetivo (?) já foi reeeleito, em 2006 sairá na certa. Para disputar a presidência ou o Senado. Aliás São Paulo em 2006 será um campo de batalha e um túmulo para muita gente. Alguns líderes mais ambiciosos do PT são de lá. Do PSDB, FHC, Alckmin, Serra. E do PMDB forte e respeitadíssimo, Orestes Quercia. Por que só Quercia não seria? Senador, vice-governador, governador que elegeu o sucessor, é igual aos outros. Na carteira do Felix Pacheco, as mesmas anotações. Vitorioso, e sabendo disso, é o bicheiro Ailton Guimarães. Torturador do DOI-Codi nos tempos de capitão. Contrabandista, banqueiro de bicho, personagem principal de uma das paixões dos cariocas, o carnaval e as Escolas. No Sambódromo se perguntava muito: "Por que esse capitão nunca entrou no Futebol?". E amigos dele confirmavam que foi bobagem. Nem Ricardo Teixeira ganharia dele. Entre as reformas fundamentais, ninguém fala na agrária. É a maior de todas, imprescindível, inadiável, a que vai carregar o Brasil para o seu destino. Do presidente Lincoln defendendo a reforma agrária: "Se as cidades pegarem fogo, restarão os campos. Se os campos se incendiarem, a humanidade morrerá de fome". Palmas para o presidente Lula: "Recebi o Brasil em situação de calamidade, serão necessárias medidas amargas, duras, que eu não gostaria de tomar". Silêncio e tristeza para o mesmo presidente Lula: entre as medidas que tenho que tomar, "o aumento dos juros e do superávit primário". Suicídio dele e do Brasil, que não gostaríamos de assistir, nem mesmo de registrar. Ninguém entende a posição do Secretário Josias Quintal. Enquanto a governadora tenta de todas as maneiras conseguir a permanência do Exército, ele faz tudo para responsabilizar esse mesmo Exército por uma morte. Falta diálogo? Ou liderança? Quintal é deputado, não fica desempregado. A Bovespa fechou em alta pelo quinto dia consecutivo, em 1,02%. O índice foi de 10.723 pontos e o volume financeiro de R$ 596,9 milhões (cerca de US$ 170 milhões). Telemar PN e Petrobras PN as mais negociadas, subindo 2,47% e 2,58%. Maiores altas: Eletropaulo PN e Tele Celular Sul ON (+6,3%). Maiores baixas: Siderúrgica Tubarão PN (-4,6%) e Acesita PN (-3,2%). Já o dólar fechou estável, a R$ 3,50. A cotação oscilou entre a mínima de R$ 3,476 e a máxima de R$ 3,524. O tão decantado risco-país continua no patamar dos 1.100 pontos-base. Já foi um avanço o fato do senhor Antonio Carlos Magalhães não ter assumido a presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Para espanto geral, foi referendado, só que ele fugiu novamente, uma constante na sua vida. Teria sido mácula e mancha na história do Senado. Para os Ministros do Supremo se exige "notável saber jurídico e ilibada reputação". Sem que seja uma comparação, para essa Comissão do Senado, a exigência deveria ser a mesma. E ACM não tem as duas. Ou nenhuma. ACM-Corleone é médico que nunca "advogou", exigência generosa do então Reitor da Universidade da Bahia, Edgard Santos. Em 1892, Floriano Peixoto mandou mensagem ao Senado, indicando para o Supremo, o médico Barata Ribeiro, grande figura. O Senado vetou seu nome. Como pode agora referendar ACM-Corleone? Já não se trata mais da Comissão de Constituição e Justiça. E sim da própria respeitabilidade do Senado, usando a palavra ética. Ética para ACM? Desconfortável como amigo e como presidente do Senado, Sarney optou pelo amigo. Desautorizados os 2 senadores do PMDB, o pedido voltou à Comissão. E ACM tem que voltar para a Bahia. Eu sei que a Bahia não merece, mas é preciso.
XXXExibição bonita a do São Paulo contra a Santista. 5 a 0 com atuação magnífica do Kaká. À medida que vai jogando, sobe seu preço no exterior, e a quase impossibilidade de permanecer no Brasil. É duro, mas o que fazer? XXXO SBT apresentou Luciano do Vale como locutor dos jogos do Paulistão. Não se sabe se foi por empréstimo da Bandeirantes ou se será permanente. Falta um comentarista de peso e de respeito. XXXPor que não contratar o Gerson? É dos que mais conhecem futebol. Acho que seria difícil que ele se mudasse para São Paulo, deixando o Rio e Niterói. Não custa tentar. Romario não foi para o Qatar e Petkovic para a China? XXXJoão Havelange viajou ontem para a Europa. Foi abraçar Joseph Blatter, presidente da Fifa que completa amanhã 75 anos. Trabalha há mais de 30 com Havelange. Os amigos se comportam como Havelange. XXXDepois de um longo e tenebroso inverno em BH, o Ministro-governador-embaixador José Aparecido veio ao Rio. Para ficar com o ex-presidente de Portugal, Mario Soares, que vem sempre à sua segunda pátria. Mario Soares chega amanhã, e deve ficar aqui por uma semana. XXX
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